O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e presidente-executivo do Sifaeg, André Rocha, participou, nesta quinta-feira (9/4), como debatedor da 3ª Conferência Abramagro, que reuniu lideranças do setor sucroenergético para discutir competitividade, produtividade e inserção internacional do agro brasileiro.
Rocha integrou o painel “Lideranças do Agro”, ao lado da secretária de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços de Alagoas, Alice Beltrão; do presidente do Sindalcool/PB, Edmundo Barbosa; do presidente do Sindicanalcoól, Milton Campelo; do presidente do Sindacúcar/AL, Pedro Robério; do presidente do Sindacúcar/PE, Renato Cunha; e do presidente do Siamig Bioenergia, Mário Campos. O debate foi moderado pelo presidente da Datagro, Plínio Nastari.

Durante o painel, o dirigente destacou que a competitividade do setor sucroenergético depende, sobretudo, do ganho de produtividade no campo, fator que se consolidou como prioridade após a crise de 2008.
Segundo ele, o período evidenciou fragilidades estruturais, agravadas por intervenções no mercado de combustíveis, e levou o setor a adotar uma agenda mais consistente de eficiência operacional e redução de custos. “A indústria eficiente, sem produtividade agrícola, não se sustenta. A partir da crise, o setor passou a buscar ganhos estruturais de eficiência e maior autonomia”, afirmou.
ENERGIA E INTERNACIONALIZAÇÃO
Rocha também ressaltou a diversificação produtiva como vetor de estabilidade econômica, com destaque para a ampliação da geração de energia e a consolidação do etanol de milho, especialmente em Goiás, como alternativa para garantir operação contínua das usinas ao longo do ano. “A lógica é manter a indústria ativa durante todo o ano, ampliando a eficiência energética e o aproveitamento de ativos. O etanol de milho se consolidou como uma tendência nesse processo”, disse.
Outro ponto destacado foi a evolução do setor na gestão de recursos, com redução no consumo de água, maior eficiência energética e melhor aproveitamento de subprodutos, alinhando competitividade econômica e sustentabilidade.
Rocha apontou ainda a internacionalização como um dos principais desafios estratégicos do setor. Segundo ele, apesar de iniciativas anteriores de cooperação internacional, o Brasil ainda precisa avançar na ampliação de sua presença global no segmento de bioenergia.
A programação do evento incluiu ainda debates sobre mercado, geopolítica e os impactos de custos e tecnologia no crescimento do agronegócio brasileiro.
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