Na minha última viagem a trabalho para São Paulo e interior, durante 4 dias, entre uma viagem e outra, provoquei o IA Claude para uma discussão política. Como o meu posicionamento político é baseado em fatos e dados devidamente comprovados, nada melhor que você provocar uma IA para testar opiniões. No final do 4º. dia pedi a IA Claude que transformasse a nossa conversa em uma entrevista, limitado ao espaço daqui da revista. Segue a entrevista.
Claude: Você defende o fim das reeleições consecutivas ilimitadas. Por quê?
Eu: A política virou profissão no Brasil. Reeleições somadas às emendas parlamentares criaram uma barreira enorme para novos pretendentes. Defendo no máximo dois mandatos consecutivos, com possibilidade de retorno posterior. O critério que uso para avaliar candidatos é simples: se é novo, qual é a proposta e para quem? Se já governou, o que fez e para quem?
Claude: E o financiamento de campanhas?
Eu: Sou contra qualquer financiamento privado. Não existe almoço grátis — quem financia, cobra. O fundo partidário com valores limitados é o mal menor. O dinheiro privado na política é raiz de boa parte da corrupção sistêmica que vivemos.
Claude: Como você analisa a corrupção no Brasil?
Eu: A corrupção no Brasil tem mais de quinhentos anos — nasceu com o patrimonialismo colonial. Todos os governos brasileiros tiveram casos de corrupção, o que diferenciam esses casos são a forma de como eles foram apurados pela Polícia Federal, Controladoria Geral da União (CGU) e pela Ministério Público e a forma como a impressa repercutiu cada escândalo.
Claude: Você reconhece que o PT sistematizou a corrupção, mas faz uma distinção. Qual?
Eu: No PT ela serviu para comprar governabilidade, não para enriquecer dirigentes. Em outros governos foi o contrário: imóveis em espécie, jóias, desvio para patrimônio pessoal. Crimes igualmente graves, mas de natureza diferente. E há uma ironia: a CGU, O Ministério Público e a Polícia Federal fortalecidas foram criadas e apoiadas nos governos petistas.
Claude: Qual deve ser o papel do Estado na economia?
Eu: Todo país desenvolvido usou Estado como indutor. EUA, Alemanha, Coreia do Sul cresceram com protecionismo e política industrial — e depois pregaram o livre mercado para os outros. O livro “Chutando a Escada”, de Ha-Joon Chang, documenta isso com precisão. O Brasil que seguiu a receita liberal em Temer e Bolsonaro colheu PIB pífio. Estado indutor não é ideologia — é política econômica de desenvolvimento.
E no campo social?
Eu: O capitalismo financeirizado concentra renda sistematicamente. Setenta por cento dos brasileiros ganham até dois salários-mínimos. O orçamento público tem dois donos: o setor financeiro, via juros que consomem 10% do PIB, e o empresariado, via isenções fiscais de 8% do PIB. O orçamento destinado ao povo através de saúde, educação, moradia e investimentos públicos não pode sofrer reduções com o argumento de ajustes nas contas públicas. O governo do povo precisa agir para o povo — não para os donos do orçamento.

Marcos Freitas Pereira
Natural de São Paulo, acumula mais de 40 anos de experiência no mercado. Doutorando em Turismo, Mestre em Finanças e economista. Fundador e atual sócio da AM Investimentos e Participações que investe em clínicas médicas, turismo, gastronomia e lazer e entretenimento. Foi também fundador da WAM Brasil maior comercializadora de multipropriedade turismo imobiliário do mundo.
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