A prévia da inflação de julho apontou ligeira queda de preços em Goiânia. O IPCA-15 registrou retração de 0,03% em relação ao mês anterior, em oposição ao observado para o Brasil, que registrou aumento de 0,06% nos preços. Foi a primeira variação negativa registrada na capital goiana desde agosto de 2025, quando o índice havia recuado 0,35%. Entre as 11 áreas pesquisadas pelo IBGE, Goiânia apresentou a quinta maior queda de preços do país, atrás de Belém (-0,22%), Belo Horizonte (-0,12%), Salvador (-0,10%) e São Paulo (-0,06%).

O resultado foi influenciado principalmente pelo recuo dos preços dos alimentos consumidos em casa e dos combustíveis. Quedas expressivas em itens como tomate, batata-inglesa, ovos, frango, gasolina e etanol ajudaram a reduzir despesas frequentes das famílias com supermercado e transporte. Apesar desse alívio, altas em itens importantes da Habitação, especialmente energia elétrica residencial e gás de botijão, impediram uma queda mais intensa do índice geral e continuaram pressionando o orçamento doméstico.
Tomate, batata e carnes aliviam despesas do supermercado
O grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,73% em Goiânia no mês de julho. A principal con tribuição veio da Alimentação no domicílio, que caiu 1,24%, resultado mais intenso que o observado para o Brasil (-1,14%). Entre os produtos que ficaram mais baratos, o destaque foi o tomate, com recuo de 20,48%. Também apresentaram quedas expressivas a batata-inglesa (-10,31%), a melancia (-10,37%) e a cenoura (-5,30%)
As Carnes também contribuíram para reduzir as despesas das famílias. Houve recuos em cortes importantes, como costela (-1,85%), lagarto comum (-1,38%), alcatra (-1,36%), chã de dentro (-0,91%) e contrafilé (-0,58%). O subgrupo Carnes apresentou queda de 0,30% no mês. Outros alimentos bastante presentes na rotina das famílias também registraram redução de preços, como ovos de galinha (-3,21%), frango inteiro (-3,79%), arroz (-1,55%), café moído (-1,55%), pão francês (-0,21%) e óleo de soja (-1,16%).
Apesar do alívio em boa parte das compras de supermercado, alguns alimentos ficaram mais caros. Foi o caso da cebola (12,80%), do limão (10,96%) e do queijo (2,69%), que exerceram pressão em sentido contrário dentro do grupo Alimentação e bebidas.
Combustíveis ajudam a reduzir os gastos com transporte
O grupo Transportes apresentou queda de 0,60% em Goiânia, resultado antagônico ao registrado para o país (0,11%). Grande parte desse movimento foi explicada pela redução dos combustíveis. O etanol recuou 4,08%, enquanto a gasolina caiu 1,24%. Também houve queda de 0,74% no óleo diesel. Para consumidores que utilizam veículo próprio diariamente, a redução dos preços nos postos ajudou a conter despesas recorrentes do orçamento familiar.
Outro item que contribuiu para o resultado foi o transporte por aplicativo, que ficou 5,13% mais barato em julho. Em sentido contrário, as passagens aéreas subiram 6,00%, pressionando parcialmente o grupo. Mesmo com a redução observada neste mês, os Combustíveis de veículos ainda acumulam alta de 7,40% em 12 meses em Goiânia. A gasolina registra elevação acumulada de 8,85% no período.
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