Com mais de 680 mil veículos eletrificados em circulação no Brasil, a expansão da mobilidade elétrica também aumenta a demanda por infraestrutura de recarga adequada a diferentes perfis de uso. Nesse cenário, a potência do carregador é um dos principais fatores para determinar o tempo necessário para recarregar a bateria e, consequentemente, qual equipamento faz mais sentido para cada situação.
De forma simplificada, um carregador de 7 kW pode fornecer até 7 kWh de energia em uma hora, enquanto um equipamento de 60 kW pode fornecer até 60 kWh no mesmo período, em condições ideais.
Ao considerar, por exemplo, um veículo com bateria de aproximadamente 40 kWh, a potência do equipamento ajuda a estimar o tempo necessário para uma recarga completa. Na prática, porém, esse período pode variar de acordo com a capacidade do veículo, o estado de carga da bateria, a curva de carregamento e outros fatores.
“Não existe um carregador melhor para todas as situações. A escolha depende principalmente de onde o veículo será carregado, quanto tempo ficará estacionado e qual é o objetivo daquela infraestrutura. Em casa, por exemplo, o usuário normalmente pode deixar o carro carregando durante a noite. Já em uma rodovia, o tempo disponível é muito menor e a potência passa a ser um fator determinante”, explica Guilherme Brambilla, diretor de Expansão da NeoCharge, empresa especializada em infraestrutura de recarga para veículos elétricos.
A partir dessas diferentes necessidades, os equipamentos podem ser divididos, de forma geral, em três grupos: residenciais, rápidos e ultrarrápidos.
Carregadores residenciais: recarga durante a rotina
Para quem carrega o veículo em casa, a velocidade da recarga não precisa ser o principal critério de escolha. Como o automóvel costuma permanecer estacionado por várias horas, inclusive durante a noite, equipamentos de 7 kW atendem à rotina de muitos consumidores e permitem que a bateria seja recarregada enquanto o proprietário dorme ou realiza outras atividades.
A NeoCharge oferece os modelos Wallbox NC5000, com potência de 7,4 kW, e NC6000, de 22 kW. O NC5000 pode proporcionar ao veículo autonomia de aproximadamente 40 km para cada hora de recarga, enquanto o NC6000 pode chegar a cerca de 120 km de autonomia adicional em uma hora, dependendo das características do veículo.
Apesar da maior potência nominal do NC6000, a capacidade de carregamento em corrente alternada também depende do próprio veículo. Por isso, um carro que não aceite 22 kW em AC não conseguirá aproveitar integralmente essa capacidade.
Os dois modelos contam com plugue Tipo 2, corrente ajustável de 6 a 32 A e grau de proteção IP65, que permite a instalação em áreas externas. Também oferecem aplicativo para acompanhamento e controle da recarga, conexão via Wi-Fi e possibilidade de utilização de módulo 4G.
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Carregadores rápidos: recarga como serviço e fonte adicional de receita
Equipamentos de 30, 40 e 60 kW atendem principalmente a locais como estacionamentos, estabelecimentos comerciais e, em alguns casos, edifícios corporativos. Nesses ambientes, a recarga pode funcionar como um serviço adicional, capaz de contribuir para a geração de receita e, principalmente, estimular a permanência do consumidor no local.
“A lógica é diferente daquela dos grandes eletropostos de rodovia. Em um comércio, por exemplo, o objetivo não é necessariamente ter a venda de energia como principal fonte de receita, mas oferecer uma facilidade ao cliente enquanto ele permanece no estabelecimento e pode consumir outros produtos ou serviços”, acrescenta Guilherme.
Segundo dados divulgados pela EVgo, quatro em cada cinco consumidores que carregam seus veículos elétricos realizam algum tipo de consumo em um raio de aproximadamente 100 metros do ponto de recarga.
“Para o comércio, o carregador pode representar muito mais do que a venda da energia utilizada pelo veículo. Ele pode ser uma ferramenta para atrair consumidores, aumentar o tempo de permanência e gerar novas oportunidades de consumo. Por isso, a recarga passa a fazer parte da experiência oferecida pelo estabelecimento”, complementa.
É nesse contexto que a NeoCharge também atua com o programa NeoCharge Eletropostos, modelo no qual a empresa investe na instalação de carregadores em estabelecimentos comerciais, sem necessidade de investimento inicial por parte do proprietário.
A empresa fica responsável pela operação e pela burocracia envolvida no projeto, incluindo seguro de responsabilidade civil, reembolso integral da energia utilizada e emissão de notas fiscais para os clientes que utilizam o carregador. O estabelecimento, por sua vez, pode se beneficiar da atração de novos consumidores e recebe uma parcela da receita gerada pela operação.
Ultrarrápidos: infraestrutura para quem tem a recarga como negócio
Já os equipamentos de 90 kW e 120 kW são direcionados principalmente a operações em que a velocidade de recarga é essencial, como rodovias, postos de abastecimento e lojas de conveniência. Nesses locais, o tempo de permanência do motorista é menor e a infraestrutura de recarga pode representar uma fonte central de receita para o negócio.
A NeoCharge amplia sua oferta nesse segmento com os carregadores NDC90 e NDC120, desenvolvidos para operações que precisam atender maior demanda de recarga em períodos mais curtos.
“Quando falamos de um eletroposto em uma rodovia, por exemplo, o negócio é diferente. O motorista está em deslocamento e precisa recuperar autonomia em pouco tempo. Nesse caso, investir em maior potência faz sentido porque a venda da energia é parte importante da operação”, explica o executivo.
A nova linha da NeoCharge reúne equipamentos DC de diferentes potências, com opções para operações comerciais de variados portes. Os carregadores contam com monitoramento e gerenciamento local ou remoto, interface intuitiva e proteções elétricas integradas, incluindo proteção contra fugas de corrente e surtos, de acordo com os requisitos aplicáveis da ABNT NBR 17019.
A conectividade pode ser realizada por Ethernet, Wi-Fi ou 3G/4G, com suporte ao protocolo OCPP 1.6. Alguns modelos também contam com dois conectores padrão CCS2, que permitem atender a mais de um veículo.
“Nosso objetivo é tornar a experiência de recarga cada vez mais simples e adequada à necessidade de cada usuário. A tecnologia precisa acompanhar o contexto: em casa, o foco é praticidade; no comércio, a recarga pode agregar valor à experiência do cliente; e nas rodovias, velocidade e disponibilidade são fundamentais. É por isso que trabalhamos com soluções diferentes para necessidades diferentes”, finaliza Brambilla.
Sobre a NeoCharge
A NeoCharge nasceu em 2016 como um braço da NeoSolar, fundada em 2010 e líder de mercado em energia solar fotovoltaica. A empresa paulista leva em seu DNA o espírito empreendedor e o desenvolvimento de negócios que impactam positivamente a vida de todos, estendendo a missão de promover a mobilidade elétrica no Brasil. A NeoCharge oferece soluções em infraestrutura de recarga para veículos elétricos por meio da distribuição de equipamentos, cursos, serviços técnicos e operação compartilhada de estações de recarga e eletropostos. Mais informações em www.neocharge.com.br.
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