A Companhia Brasileira de Alumínio (CBAV3) encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido recorde de R$ 616 milhões, crescimento de 367% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os números refletem a evolução do desempenho operacional do Negócio Alumínio, e a melhora do resultado financeiro, que contou com a captura de benefício econômico de R$ 526 milhões decorrente da renegociação e liquidação antecipada de obrigações de Uso do Bem Público (UBP). A operação, viabilizada pela sólida posição de liquidez da Companhia por meio de um pagamento líquido de R$ 262 milhões, nos termos da lei nº 15.235/2025, reduziu compromissos futuros de caixa e, após os efeitos tributários sobre a transação, o ganho líquido totalizou R$ 315 milhões.
A receita líquida consolidada atingiu R$ 2,7 bilhões, maior patamar trimestral da história da Companhia, com alta de 18% na comparação anual. Desse total, R$ 2,5 bilhões vieram do Negócio Alumínio. Na comparação anual, o avanço das receitas foi sustentado principalmente pelos maiores preços realizados do metal e pela elevada participação de produtos de maior valor agregado no mix de vendas.
O EBITDA ajustado alcançou R$ 565 milhões, aumento de 142% em relação ao terceiro trimestre de 2025, enquanto a margem EBITDA ajustada passou de 10% para 21%. O desempenho reflete a evolução dos resultados operacionais do negócio de alumínio e o menor impacto negativo dos contratos futuros e derivativos de energia, que passou de R$ 208 milhões para R$ 47 milhões na comparação anual.
Mercado – O preço médio do alumínio na London Metal Exchange (LME) alcançou US$ 3.226 por tonelada, alta de 23% em relação ao terceiro trimestre de 2025. Apesar da redução de 9,7% frente ao segundo trimestre do ano, os preços permaneceram em patamares historicamente elevados, sustentados pelos baixos níveis de estoques globais, pela recuperação gradual da demanda chinesa e pelas restrições de oferta fora da China.
Produção e vendas – A CBA encerrou o trimestre com produção de 94 mil toneladas de alumínio líquido, crescimento de 1% em relação ao mesmo período de 2025 e estabilidade frente ao trimestre anterior. O custo médio de produção foi de R$ 11.845 por tonelada, redução de 2,3% na comparação anual e o menor patamar desde o primeiro trimestre de 2025.
O desempenho foi favorecido principalmente pela maior geração própria de energia, que cresceu 15% em relação ao terceiro trimestre de 2025 e foi suficiente para atender 100% das necessidades energéticas da operação de alumínio no período, contribuindo para a redução dos custos de produção.
O volume de vendas de alumínio totalizou 132 mil toneladas no terceiro trimestre de 2026, em linha com o mesmo período do ano passado e 1% acima do trimestre anterior. O alumínio primário respondeu por 73 mil toneladas, com produtos de maior valor agregado (VAP) representando 80% desse volume. Os produtos transformados somaram 31 mil toneladas, enquanto o segmento de reciclagem alcançou 28 mil toneladas, crescimento de 8% em relação ao mesmo período de 2025, refletindo a maior demanda por metal reciclado e a evolução operacional do segmento. As exportações ampliaram sua participação nas vendas para 15% no período, aumento de 3 pontos percentuais na comparação anual.
No Negócio Energia, a receita líquida atingiu R$ 146 milhões, crescimento de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi fundamentado pela maior disponibilidade de energia para comercialização, apoiado pelo aumento da geração própria, que cresceu 15% vs. 3T25, atendendo 100% das necessidades de energia na produção de alumínio.
Gestão financeira – No trimestre, a liquidação financeira da renegociação das obrigações de Uso do Bem Público (UBP), nos termos da lei nº 15.235/2025, resultou em desembolso líquido de R$ 262 milhões, com impacto no fluxo de caixa livre. A operação, viabilizada pela sólida posição de liquidez da Companhia, reduziu compromissos futuros de caixa e permitiu a captura de benefício econômico de R$ 526 milhões, reconhecido no resultado financeiro. Após os efeitos tributários sobre a operação, o ganho líquido totalizou R$ 315 milhões.
A dívida líquida encerrou setembro em R$ 2,8 bilhões, redução de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado dos últimos 12 meses, recuou para 1,38 vez no trimestre, reforçando a solidez da estrutura de capital da Companhia.
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