O comércio varejista de Goiás abriu 2026 com a segunda alta consecutiva, registrando variação de 0,2% em janeiro na comparação com dezembro de 2025. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado de 12 meses, o setor apresenta crescimento de 1,4%.
Quatro das oito atividades do varejo mostraram taxas positivas no volume de vendas em janeiro. Entre elas estão artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (6,3%), tecidos, vestuário e calçados (6,5%), hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,3%) e móveis e eletrodomésticos (7,4%).
Três atividades apresentaram resultados negativos no período: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-19,9%), livros, jornais, revistas e papelaria (-12,2%) e combustíveis e lubrificantes (-7,3%). A atividade de outros artigos de uso pessoal e doméstico registrou variação de -2,1%.
No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motocicletas, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, a variação foi de -1,4% em janeiro na comparação com dezembro. No acumulado de 12 meses, o segmento apresenta queda de 0,4%.
Em relação a janeiro de 2025, o volume de vendas do comércio varejista brasileiro cresceu 2,8%, com resultados positivos em 26 das 27 Unidades da Federação. Por outro lado, no comércio varejista ampliado, na comparação com janeiro de 2025, houve predominância de taxas positivas em 21 das 27 Unidades da Federação.
Cristiano Santos, gerente da PMC, comentou o resultado nacional. “Apesar da variação baixa, até interpretada mais como estabilidade na passagem de dezembro para janeiro, a taxa positiva faz janeiro atingir o ponto mais alto da série da margem, igualando-se, em volume, a novembro de 2025. É bom lembrar que renovações do pico não são tão comuns assim. Antes dessas duas (novembro de 2025 e janeiro de 2026), tinha sido em março de 2025”, disse.
Segundo o gerente, o desempenho das atividades farmacêuticas ajuda a compreender a evolução do indicador. “Esse desempenho, de variação próximo à estabilidade e patamar alto a médio e longo prazos, tem como protagonista a atividade farmacêutica, que, à exceção do mês de dezembro, tem apresentado crescimento constante na série da margem desde julho de 2025, registrando em janeiro a maior variação (2,6%) dentre as oito atividades pesquisadas”, explicou.
Sobre os resultados negativos, Cristiano ressalta que janeiro foi um mês de queda para o setor de eletroeletrônicos. “Depois de um forte crescimento nos três meses anteriores, janeiro veio com uma queda de 9,3%. Esse setor é especialmente afetado pela variação do dólar e em épocas de alta volatilidade, as empresas aproveitam para repor seus estoques em momentos de valorização do real para depois decidir o melhor momento de fazer promoções. Além disso, o setor vem de uma black Friday e também um Natal mais forte em vendas”, comentou.
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