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Crédito do Trabalhador já concedeu R$ 3,5 bilhões em financiamento a goianos

O programa Crédito do Trabalhador já concedeu R$ 3,5 bilhões em financiamento a trabalhadores goianos, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) levantados até fevereiro de 2026. O benefício atingiu 294,1 mil trabalhadores no estado desde o lançamento da iniciativa há um ano, em março de 2025.

O Crédito do Trabalhador é um programa que facilita o acesso ao crédito para milhões de empregados do setor privado, promovendo inclusão financeira e maior segurança econômica. O programa permite que trabalhadores celetistas, domésticos, rurais, empregados de MEI e diretores não empregados com direito ao FGTS solicitem crédito junto às instituições financeiras habilitadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Os trabalhadores podem substituir dívidas caras, como empréstimos pessoais sem garantia, carnê de pagamento das financeiras, o rotativo do cartão e o cheque especial, por um crédito com juros significativamente mais baixos.

A maior parte dos empréstimos feitos no país por meio do Crédito do Trabalhador foi contratada por pessoas com renda de até quatro salários mínimos. De acordo com um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego, 62,61% das operações foram realizadas por esse público entre os dias 21 de março e 9 de junho de 2025. Nesse período, os trabalhadores dessa faixa salarial acessaram cerca de R$ 7 bilhões em crédito, de um total de R$ 14,6 bilhões liberados.

No âmbito nacional, até junho de 2025, o programa já havia atingido R$ 15,9 bilhões em contratações, beneficiando mais de 2,6 milhões de trabalhadores em todo o país. Os dados também mostram que trabalhadores com renda entre quatro e oito salários mínimos representam 18,82% do valor total contratado, o que corresponde a R$ 3 bilhões.

Os dados indicam que as instituições financeiras têm priorizado a concessão do Crédito do Trabalhador para pessoas com mais tempo de vínculo empregatício. Entre os trabalhadores que recebem de um a dois salários mínimos, o tempo médio de empresa é de 119 meses, equivalente a quase dez anos. Para quem recebe de dois a quatro salários mínimos, a média sobe para 155 meses, cerca de 13 anos. Já a média dos trabalhadores com remuneração acima de oito salários mínimos é de 192 meses de vínculo, correspondente a 16 anos.

O valor médio contratado também varia de acordo com a faixa salarial. Quem ganha até dois salários mínimos contratou, em média, R$ 3.391,60 em empréstimos. Entre os que recebem mais de oito salários, o valor médio foi de R$ 9.079,23.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou o caráter inclusivo da iniciativa. “Esse programa é inclusivo, estamos contemplando pessoas que não tinham acesso a um crédito com juros baixos, como é o caso de trabalhadores domésticos. O antigo consignado era ao contrário: quem mais tinha oportunidade de fazer um empréstimo era o trabalhador que ganhava mais de 8 salários mínimos”, ressaltou.

Atualmente, o Brasil conta com mais de 47 milhões de trabalhadores assalariados com carteira assinada, e a expectativa é que, em 4 anos, 25 milhões de pessoas sejam incluídas no consignado privado.

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