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Durante 57ª AGO, Sistema OCB apresenta resultados e traça avanços

O Sistema OCB realizou nesta terça-feira (17), em Brasília, a 57ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), na qual apresentou o balanço das ações e contas de 2025 e validou as prioridades estratégicas e plano de trabalho para 2026. O encontro reuniu dirigentes das Organizações das Cooperativas Brasileiras nos estados (OCEs) para discutir os rumos do cooperativismo nacional.

O cooperativismo brasileiro reúne hoje 25,8 milhões de cooperados, com R$ 1,39 trilhão em ativos, R$ 758 bilhões movimentados na economia e mais de 578 mil empregos gerados. Pesquisa nacional de imagem mostra que 88% dos brasileiros consideram o cooperativismo um modelo atual, moderno e inovador.

“2025 foi um ano intenso, de muito trabalho e conquistas. Nada disso seria possível sem o empenho das cooperativas e das organizações estaduais”, afirmou o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.

Entre os avanços apresentados, destacam-se as ferramentas de gestão e governança. Em 2025, foram realizados 5.341 diagnósticos organizacionais por meio do AvaliaCoop, que apoia as cooperativas na identificação de oportunidades de melhoria. O Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão 2025 reconheceu 133 cooperativas por avanços em governança, estratégia e desempenho.

A comunicação foi outra frente estratégica. A campanha SomosCoop 2025 alcançou mais de 450 milhões de impactos, além de 1,3 milhão de sessões no site e 1,6 milhão de visualizações em ações com influenciadores digitais. Nas redes sociais, o movimento cresceu para 118 mil usuários inscritos nas plataformas do SomosCoop e mais de 110 mil seguidores nos perfis do Sistema OCB.

“Tivemos iniciativas importantes para mostrar o que as cooperativas estão transformando nas suas bases. O manifesto, o documentário e o livro com histórias de cooperativas são exemplos que ajudam a apresentar à sociedade a dimensão e o impacto do nosso movimento”, destacou Tania.

A articulação institucional do Sistema OCB gerou resultados relevantes, incluindo autorização para atuação de cooperativas no mercado de telecomunicações, ampliação da participação no mercado de seguro, acesso ao fundo nacional de desenvolvimento científico e tecnológico (FNDCT), avanços no licenciamento ambiental e ampliação da captação de recursos municipais para cooperativas de crédito.

O Procapcred, voltado à capitalização do sistema cooperativo financeiro, teve recursos que passaram de R$ 1,6 bilhão em 2024 para R$ 3,6 bilhões em 2025.

“A expectativa é que, em breve, tenhamos também a regulamentação das cooperativas de seguros pela Susep, o que representa um passo importante para ampliar a atuação do cooperativismo nesse mercado”, destacou Tania.

Durante a assembleia, os dirigentes aprovaram a destinação de parte dos resultados para o Fundo de Comunicação. “A comunicação é uma das ferramentas mais importantes para mostrar o valor do cooperativismo. Precisamos falar a mesma linguagem, com o mesmo propósito”, apontou o presidente Márcio.

A assembleia aprovou a atualização do regimento interno do Conselho Fiscal do Sistema OCB, com medidas voltadas ao fortalecimento da governança. Entre as mudanças está a ampliação do número de suplentes, que passa de um para dois, e a possibilidade de reuniões presenciais, virtuais ou híbridas.

“Essas mudanças dão mais clareza ao papel estratégico de cada instância e contribuem para a sustentabilidade institucional do cooperativismo brasileiro”, afirmou Márcio.

O cooperativismo também ampliou a presença do Brasil em debates globais, com participação na COP30 e apresentação de 67 cases de cooperativas brasileiras voltados a temas como agricultura de baixo carbono, bioeconomia, financiamento verde e adaptação climática.

Prioridades para 2026

Tania destacou que 2026 será um ano desafiador, especialmente por coincidir com o calendário eleitoral. Entre os principais temas estão o fortalecimento da governança, a agenda de financiamento e a adaptação do setor a um cenário econômico e social em transformação.

“O financiamento da agropecuária brasileira passa cada vez mais pelo mercado. Para acessar esses recursos, precisamos elevar o nível de governança, transparência e gestão das cooperativas”, alertou o presidente Márcio.

O próximo ciclo dará atenção especial ao fortalecimento da cultura cooperativista. “A cultura cooperativista é o que sustenta o nosso diferencial como modelo de negócio. Precisamos reforçar continuamente esses princípios e valores dentro das nossas cooperativas”, afirmou Tania.

Entre as iniciativas previstas está a nova campanha nacional Escolha o Coop, que busca ampliar a presença do modelo cooperativista no cotidiano da população e fortalecer a valorização dos produtos e serviços das cooperativas.

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