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Especialista aponta sinais que antecedem uma crise financeira nas empresas

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O avanço dos pedidos de recuperação judicial chama a atenção para um problema que, muitas vezes, começa antes da falta de dinheiro. Queda das margens, aumento do endividamento, perda de produtividade e ausência de informações confiáveis estão entre os sinais que podem indicar uma deterioração gradual do negócio. Embora fatores externos, como juros elevados, retração do consumo e aumento dos custos, pressionem as empresas, falhas internas de gestão também podem acelerar uma crise.

Uma crise financeira nas empresas raramente começa com a falta de dinheiro no caixa. Segundo o especialista Pedro Bortolotto, sócio da Y Consultoria, a deterioração do negócio se manifesta antes por meio de sinais operacionais e de gestão, como queda nas margens de lucro, aumento do endividamento e perda de produtividade.

O executivo alerta que o aumento do faturamento nem sempre reflete saúde financeira. Muitas organizações ignoram a ausência de informações confiáveis e o controle inadequado do fluxo de caixa, o que compromete severamente a tomada de decisão. Nesse cenário, erros de gestão como a demora para reconhecer os problemas, a expansão sem planejamento e a falta de indicadores claros aceleram o colapso, especialmente quando somados a fatores externos como juros elevados e retração do consumo.

A reação a esses primeiros alertas exige cautela. Bortolotto explica que o corte de custos pode ajudar a preservar a operação, mas também pode prejudicar ainda mais o negócio se for feito de forma equivocada. A prevenção e a saída de cenários críticos dependem diretamente do uso rigoroso de indicadores, da boa governança e do planejamento estratégico.

Quando a crise se instala, ferramentas como a renegociação de dívidas, a revisão de processos e a reorganização operacional são fundamentais para a recuperação. O momento de buscar apoio externo especializado é crucial para definir a estratégia. O especialista ressalta que, com a atuação correta, a recuperação judicial pode ser evitada na maioria dos casos, passando a ser uma alternativa necessária apenas quando as medidas internas de reestruturação já não são mais suficientes para salvar a empresa.

Com mais de 20 anos de experiência em transformação empresarial e reestruturação, Bortolotto atua na orientação de empresas para que identifiquem os primeiros sinais de alerta e preservem suas operações antes que a situação se torne irreversível.

 

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