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Feito x Perfeito: O paradoxo entre velocidade e excelência

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Por Ronaldo Guedes

No mundo dos negócios, paira uma dúvida cruel: perseguir a perfeição ou abraçar a ação imediata? As frases “Feito é melhor que perfeito” e “O bom é inimigo do ótimo” ecoam como mantras, cada uma carregando uma sabedoria singular. Mas como decifrar qual delas empunhar em cada situação?

A chave reside em compreender que ambas as máximas são ferramentas valiosas, cada uma com seu contexto ideal de aplicação. Não há contradição, mas sim complementariedade.

“Feito” como acelerador de ações e aprendizado

Em ambientes dinâmicos como startups, onde a velocidade e a adaptabilidade são cruciais, “Feito é melhor que perfeito” reina. A agilidade para testar ideias, prototipar soluções e aprender com os erros é mais valiosa do que a busca obsessiva por um produto impecável, porém tardio.

Da mesma forma, em departamentos onde a criatividade é o motor, como marketing e inovação, a liberdade para experimentar é fundamental. O medo de arriscar e a busca pela perfeição podem sufocar a geração de ideias inovadoras.

“Perfeito” como lapidador de excelência

Em contrapartida, empresas maduras, com processos bem definidos e uma base sólida de clientes, encontram em “O bom é inimigo do ótimo” um guia para a excelência. A busca pela melhoria contínua, o refinamento de processos e a atenção aos detalhes são essenciais para manter a competitividade e a reputação.

Em áreas como saúde, contabilidade e compliance, onde um erro pode ter impactos físicos, financeiros e sociais significativos, a precisão e a perfeição são não apenas desejáveis, mas indispensáveis.

Encontrando o equilíbrio

A dicotomia entre “feito” e “perfeito” é, portanto, uma falsa barreira. O segredo está em discernir o momento e o contexto adequados para cada abordagem.

Se você está diante de um desafio que exige ação imediata, criatividade e ousadia, abrace o “Feito é melhor que perfeito”. Liberte-se da paralisia da perfeição e permita-se aprender com os erros.

Se você já alcançou um nível de excelência e busca aprimorar ainda mais seus resultados, adote o “O bom é inimigo do ótimo”. Dedique-se à melhoria contínua, refine seus processos e busque a perfeição nos detalhes.

O sucesso é uma jornada que exige tanto a ousadia do “feito” quanto a busca pela perfeição.

Ronaldo Guedes

Sócio da Lure Consultoria, coordenador do Núcleo Centro-Oeste do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), presidente do Comitê Estratégico de Empreendedorismo da AMCHAM Goiás, presidente da Câmara Setorial de Governança Corporativa da ACIEG, autor, palestrante, professor de graduação e pós-graduação nos temas de Governança Corporativa, Planejamento Estratégico, Gestão, Controladoria e Finanças, conselheiro, mentor e consultor empresarial tendo atuado por mais de 15 anos na profissionalização e melhoria de mais de cem empresas.

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