Atualmente, o Estado de Goiás está fora dos principais brasileiros que exportam para os Estados Unidos. A lista é liderada por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Contudo, há grandes oportunidades, pois o País está com os olhos abertos para novos investidores. É o que explica Camila Moura, da Câmara Americana de Comércio com o Brasil (Amcham Brasil), em palestra online promovida pela Feira Internacional de Comércio Exterior do Brasil Central (Ficomex) nesta quarta-feira (05).
“Sem dúvida nenhuma há uma oportunidade grande de crescimento para Goiás. Existe uma janela de oportunidades neste momento, porque os EUA estão com olhar para atrair empresas e fornecedores de outros lugares do mundo, além da China”, explica. Camila ressalta a existência do movimento chamado “nearshoring”, em que há interesse tanto por empresas locais quanto de países próximos aos Estados Unidos.
Presidente da Acieg, Rubens Fileti ressalta que, neste cenário, é importante que as micro e pequenas empresas busquem a expansão para o mundo do Comércio Exterior. Mas, antes disso, é necessário o preparo e a capacitação para que não caiam em ‘ciladas’. “Existem muitas obrigações legais a seguir e nós, como Entidade, temos o papel de deixar mais claro e criar um chão pavimentado para esses empresários. Por isso, precisamos levar mais capacitações, como a de hoje, para esses empreendedores, não importa o tamanho da empresa.”
Janela de oportunidades
Os dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) comprovam o cenário positivo citado por Camila, nas relações Brasil – Estados Unidos. Em 2024, as exportações brasileiras atingiram o recorde no primeiro semestre, com a corrente de comércio chegando a US$ 18,8 bilhões. Em comparação ao mesmo período de 2023, houve um crescimento de 19,5% em valor (US$ 1,6 bilhão) e 33,1% em volume (2,8 milhões de toneladas).
A combinação entre o crescimento das exportações e a queda de 7,8% das importações fizeram com que o Brasil tivesse um saldo superavitário em 2024 correspondente a US$ 855,6 milhões. Este é o primeiro superávit registrado desde 2008.
O cenário econômico continua positivo em relação às projeções futuras. A projeção de crescimento dos Estados Unidos para 2024 é de 2,1% e, para 2025, de 1,7%. No ano passado, o País foi responsável por 20% do PIB mundial.
Ao analisar o Produto Interno Bruto (PIB), é importante notar que, entre os meses de outubro e dezembro do ano passado, o PIB dos EUA aumentou 3,3% na taxa anualizada. Importante pontuar que este órgão de estatísticas estadunidense possui metodologia de dados diferente do IBGE, no Brasil. Durante todo o ano de 2023, o PIB do País norte-americano cresceu 2,5%.
Camila explica que estes dados devem empolgar os micro e pequenos empresários brasileiros que tenham interesse em criar relações com os Estados Unidos. “Este PIB significa que o mercado é muito grande, sim. Mas que, também, o mercado consumidor é enorme, com muitas potencialidades. Por isso, é importante pensarmos em nichos, regiões e cidades específicas na hora de fazer negócios”, finaliza.
Sobre a Feira
A Ficomex será realizada entre os dias 27 e 29 de agosto deste ano, no Centro de Convenções, em Goiânia. Para participar, o empresário interessado deve preencher um formulário de maturidade, que analisa se a empresa já teve contato com o comércio exterior ou não. A depender da resposta, é feito o direcionamento para a turma específica. Para preencher acesse: AQUI.
Empresários que tenham interesse em mais informações sobre as relações comerciais Br-US podem acessar o novo portal da Amcham, com conteúdos relação bilateral, incluindo guias internacionalização, dados de comércio e webnários: https://www.portalbr.us/
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