Goiás registrou superávit comercial de US$ 758,9 milhões em março, superando os resultados de janeiro (US$ 304,6) e fevereiro (US$ 205,6) deste ano, de acordo com dados divulgados quarta-feira (8/4) pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg.
Porém, em comparação com o mesmo mês em 2025, o número apresentou retração de 21,5% nas exportações e de 10,5% nas importações, atribuída ao arrefecimento dos preços internacionais e à redução dos volumes exportados.
Na pauta exportadora, a agroindústria assume a liderança com a soja, cujas vendas totalizaram US$ 650,5 milhões no mês. Em sequência, destacam-se as carnes bovinas congeladas (US$ 134,2 milhões), com queda em comparação ao volume de fevereiro (US$ 139,8 milhões). A indústria mineradora aparece em terceiro lugar, com ferroníquel (US$ 47,1 milhões).
Com esse desempenho, Goiás subiu da 11ª para a 8ª posição entre os Estados exportadores, na comparação com fevereiro, representando 3,9% das vendas totais do Brasil ao exterior.
Nas importações, a balança comercial evidenciou os produtos imunológicos na liderança do ranking, com US$ 82,6 milhões, seguidos pelos cloretos de potássio (US$ 21,4 milhões) e pelos componentes da indústria automotiva (US$ 16,6 milhões).
A corrente de comércio total, que representa a soma de exportações e importações, fechou o mês com aproximadamente US$ 1,7 bilhão. Entre os principais parceiros comerciais do Estado, estão China, Estados Unidos e Canadá.
Para a gerente de Internacionalização da Fieg, Juliana Tormin, o cenário é positivo, apesar da retração comparada ao ano anterior. “Goiás está no caminho certo para continuar seu crescimento no comércio internacional, consolidando-se como um centro produtivo de relevância global”, pontuou.
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