Alcançar padrões elevados de qualidade na assistência hospitalar exige processos bem estruturados, integração entre equipes e acompanhamento contínuo das práticas de segurança. Nesse cenário, a acreditação da Organização Nacional de Acreditação (ONA) funciona como um dos instrumentos de avaliação da gestão em saúde.
Em Goiânia, o Hemolabor, Centro Integrado de Oncologia, Hematologia e Diagnóstico, mantém a certificação Nível 3, o grau máximo da metodologia, que reconhece instituições com maturidade na gestão e integração dos processos assistenciais.
Denominada Acreditado com Excelência, a certificação avalia a maturidade da gestão, a integração dos processos e a capacidade de manter práticas voltadas à melhoria contínua. Para alcançar esse nível, a instituição precisa demonstrar que os padrões de qualidade e segurança estão incorporados à rotina dos serviços.
Para a médica Daniela Paes Landim Borges (CRM-GO 27284, diretora da Unidade de Oncologia e Hematologia, alcançar esse reconhecimento exige maturidade nos processos administrativos e assistenciais. “Essa certificação exige um grau de maturidade de gestão, de processo e de assistência muito grande. Já passamos por todas as etapas e há alguns anos somos ONA 3. A gente sempre é aprovado com orgulho”, afirma.
A metodologia da ONA possui três níveis de acreditação, com requisitos progressivos. O primeiro, Acreditado, concentra-se na qualidade e na segurança. O segundo, Acreditado Pleno, acrescenta critérios relacionados à gestão integrada. Já o terceiro exige evidências de maturidade organizacional e de uma cultura voltada à melhoria contínua.
Na prática, a avaliação considera a organização dos fluxos de atendimento, o acompanhamento de indicadores, a gestão de riscos e a comunicação entre as equipes. O objetivo é verificar como os diferentes setores trabalham de forma coordenada e como a instituição acompanha e aprimora seus processos.
Segundo a dra. Daniela, no Hemolabor, que reúne serviços de oncologia, hematologia, diagnóstico laboratorial e hemoterapia, a integração entre as áreas faz parte do contexto assistencial.
“Em especialidades que podem envolver diferentes etapas de investigação diagnóstica e tratamento, a articulação dos serviços é relevante para organizar a jornada do paciente. A avaliação institucional também é importante pois considera a forma como os riscos são identificados e acompanhados. O monitoramento da rotina e a revisão das práticas permitem reconhecer oportunidades de melhorias e ajustes nos serviços”, comenta.
Na prática assistencial, a exigência se traduz em rotinas conferidas, como a identificação do paciente, a conferência da medicação antes da administração e o registro das etapas do tratamento. No Hemolabor, o paciente oncológico é acompanhado por equipe multiprofissional, com enfermeira navegadora e concierge, e os casos são discutidos em reunião semanal de Tumor Board.
Para gestores hospitalares, a acreditação oferece parâmetros para avaliar a organização dos serviços, a gestão de riscos e a integração entre as equipes, contribuindo para fortalecer a cultura de qualidade. O reconhecimento, porém, não garante a ausência de falhas nem substitui a avaliação dos resultados clínicos, mas indica a conformidade da instituição com padrões específicos estabelecidos pela metodologia.
O desafio de manter os padrões de qualidade
A certificação de Nível 3 tem validade de três anos e é submetida a visita de manutenção anual, em que a instituição precisa comprovar que os padrões continuam sendo cumpridos. Diferente de um título definitivo, o reconhecimento depende de avaliação periódica.
“A gestão precisa estar incorporada ao funcionamento cotidiano dos serviços, com responsabilidades definidas e mecanismos para identificar desvios e implementar mudanças. No Hemolabor, sempre reforçamos a importância da continuidade dos processos de avaliação e do compromisso institucional com os critérios exigidos para a acreditação”, conclui.
Sobre o Hemolabor
O Hemolabor, Centro Integrado de Oncologia, Hematologia e Diagnóstico, reúne em Goiânia quatro frentes de atendimento: hospital oncológico próprio, ambulatório de quimioterapia, banco de sangue e laboratório de alta complexidade. A instituição é acreditada pela ONA no Nível 3, Acreditado com Excelência.
O paciente oncológico é acompanhado por equipe multiprofissional, com programa de jornada, concierge, enfermeira navegadora, farmacêutico clínico, assistente social, nutrição e psicologia, e os casos são discutidos em Tumor Board semanal. O ensino e a pesquisa ficam a cargo do IPEEG, Instituto de Ensino e Pesquisa Professor Elias Augusto Gabriel.
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