O mercado de trabalho goiano registrou uma mudança estrutural relevante no primeiro trimestre de 2026. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o número de pessoas ocupadas informalmente no estado caiu para 1,314 milhão. O resultado consolida a marca de menor patamar registrado na série histórica disponível, sinalizando um avanço expressivo na regularização dos vínculos empregatícios na unidade da federação.
A trajetória de redução fica evidente ao analisar a evolução dos indicadores ao longo dos anos. A série trimestral mostra que, após períodos de oscilação e picos que chegaram a 1,448 milhão no segundo trimestre de 2022, o contingente de trabalhadores sem vínculo formal iniciou uma curva descendente a partir de 2024. No primeiro trimestre de 2025, o indicador estava em 1,347 milhão. A nova divulgação confirma a continuidade desse movimento, com a queda para 1,314 milhão no primeiro trimestre deste ano. A diminuição reflete uma tendência consistente de migração para postos de trabalho com carteira assinada ou condições formais de contratação.
O cenário de redução da informalidade acompanha outros números positivos para a força de trabalho em Goiás. No mesmo período de referência, a população ocupada no estado foi estimada em 3,838 milhões de pessoas. A força de trabalho, que soma ocupados e desocupados, atingiu 4,044 milhões de indivíduos. A população desocupada ficou em 206 mil pessoas. O IBGE também apontou que a subocupação por insuficiência de horas trabalhadas registrou 88 mil indivíduos, enquanto a população desalentada, composta por quem não busca emprego por falta de perspectivas, foi de 28 mil. O total de pessoas subutilizadas, métrica que agrega desocupados, subocupados e força de trabalho potencial, chegou a 376 mil.
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