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Mercado imobiliário do DF atinge R$ 1,5 bi de vendas em 2020

(Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles)

Brasília Empresas (DF) – O setor imobiliário do Distrito Federal anunciou resultados positivos registrados em 2020, apesar da crise econômica em decorrência da pandemia do novo coronavírus. Do primeiro ao nono mês de 2020, o ramo acumulou Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 1,5 bilhão, mesmo valor realizado durante todo o ano de 2019. Os dados foram divulgados em coletiva virtual realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscom-DF) e Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF).

Com a expectativa de que em 2021 seja ainda melhor, as associações avaliam com otimismo o cenário do mercado. Na reunião, que demonstrou os resultados do terceiro trimestre do ano, foi comunicado, ainda, aumento de 10% do Índice de Velocidade de Vendas (IVV), que indica o quão rápido novos empreendimentos foram comprados, apenas em setembro, além do lançamento de cinco novos empreendimentos e a comercialização de 351 unidades.

“Esses resultados demonstram o potencial do nosso setor e retratam um cenário de recuperação”, comemora Eduardo Aroeira Almeida, presidente da Ademi-DF. “Dois mil e dezenove foi um ano em que vínhamos nos recuperando dos efeitos de uma crise longa, iniciada em 2014. Em 2020, num primeiro momento, a pandemia trouxe muita incerteza e desafios que conseguimos atravessar”, avalia.

Para o vice-presidente do Sinduscom-DF, Adalberto Valadão Júnior,

“o mercado imobiliário do Distrito Federal finalmente retornou a um ciclo virtuoso”. Segundo o gestor, a demanda foi puxada pela oferta de novos empreendimento, fazendo com que houvesse “incremento das vendas e abrindo espaço para mais lançamentos”. “As expectativas para 2021 são de continuidade desse cenário positivo”, completa.

Na capital federal, segundo apontam as entidades, a região que registrou maior volume de vendas foi o Noroeste, com 74 unidades. Em seguida, aparecem Santa Maria (65 unidades) e Park Sul (61). A pesquisa do IVV também demonstra o aumento da procura por imóveis maiores: em setembro, imóveis de médio e alto padrões, aqueles com valor acima de R$ 250 mil, tiveram desempenho significativo: apartamentos de 4 quartos registraram IVV de 11,3%.

Segundo Almeida, isso ocorre pelas restrições impostas com proliferação da Covid-19. “A necessidade de distanciamento social e o trabalho a distância criaram um novo significado para a moradia”, justifica o chefe da associação, entendendo que as pessoas, por passarem mais tempos juntas em casa, demandam por mais espaço.

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