As mulheres são maioria entre os beneficiários das bolsas de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em Goiás. Dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), atualizados até fevereiro de 2026, mostram que 59,17% das 2,5 mil bolsas ocupadas no estado são destinadas a pesquisadoras.
O número reforça a presença feminina na produção científica e tecnológica no estado e indica avanço na participação de mulheres em programas de fomento à pesquisa. As bolsas do CNPq concedem auxílio financeiro para a formação de pesquisadores, técnicos e estudantes, tanto no Brasil como no exterior, com o objetivo de incentivar a pesquisa científica e tecnológica.
O programa é voltado a jovens de ensino médio e superior, estudantes de pós-graduação interessados em atuar na pesquisa científica, e especialistas para atuarem em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em empresas e centros tecnológicos. As modalidades de bolsas contemplam alunos de ensino médio, graduação, pós-graduação, recém-doutores e pesquisadores experientes, concedidas diretamente pelo CNPq ou por instituições de ensino e pesquisa conveniadas.
Além de promover a formação de recursos humanos em áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional, o CNPq aporta recursos financeiros para a implementação de projetos, programas e redes de Pesquisa e Desenvolvimento, diretamente ou em parceria com os estados da Federação. A agência também investe em ações de divulgação científica, com apoio à editoração de periódicos, promoção de eventos e participação de estudantes e pesquisadores em congressos nacionais e internacionais.
Em março deste ano, o CNPq celebrou 75 anos de atuação. Durante o evento, o presidente do conselho, Olival Freire Jr, destacou o contexto histórico de criação da instituição. “Na experiência da guerra, a nação brasileira aprendeu sobre o papel da ciência na soberania, presenciou a invenção do radar, o uso generalizado dos antibióticos e viu a explosão das primeiras bombas atômicas. Muitos brasileiros perceberam que a riqueza brasileira em áreas monazíticas tinha relação com essa nova fonte de energia. É dessa experiência que amadureceu a ideia de que soberania e desenvolvimento requerem ciência e tecnologia. O CNPq foi criado nesse contexto”, afirmou.
Freire Jr ressaltou que o legado do CNPq está presente em diversas conquistas científicas do país. “Nós vamos encontrar marcas do legado do Almirante Álvaro Alberto na exploração de petróleo em águas profundas, no uso dos recursos biológicos na agricultura, na formação da engenharia que permitiu a criação da indústria aeronáutica, no domínio do enriquecimento do urânio, nas campanhas de vacinação e no estudo das iniquidades étnico-raciais e de gênero”, disse.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que a fundação do CNPq marcou o início do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia. “Eu acho que, mais do que nunca, nós somos a exigência do tempo que a gente vive e isso retoma ainda mais com força. Por isso, há necessidade de a gente fazer essa avaliação, para afirmação do quanto é necessário falar do óbvio, de falar das evidências científicas, de falar da soberania, de falar do projeto de nação, porque isso tem a ver com vida, isso tem a ver com inclusão, isso tem a ver com a gente fazer uma agenda que, para os brasileiros e brasileiras, caminhos são possíveis exatamente através do conhecimento”, afirmou.
Para a ministra, celebrar os 75 anos do CNPq é reconhecer uma trajetória de investimento no talento nacional. “A escolha do Brasil foi decidir apoiar a sua inteligência, transformar talento e esforço individual em política pública, e fazer do conhecimento um pilar do desenvolvimento nacional”, disse Luciana Santos. “Não há progresso consistente sem investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Foi o CNPq que ajudou a levar a ciência a todos os cantos do país.”
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