As novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), aprovadas na última semana pelo Conselho Curador do FGTS, ampliam o acesso ao primeiro imóvel em Goiás e devem beneficiar cerca de 6 milhões de famílias em todo o país. Com a elevação dos limites de renda e dos valores dos imóveis financiáveis, o programa oferece condições mais atrativas de financiamento, como juros menores e subsídios maiores, impactando diretamente o mercado habitacional goiano.
Em Goiás, o déficit habitacional é de 171,2 mil famílias, segundo o Instituto Mauro Borges, com base em dados de 2024. As novas regras permitem que parte dessa população migre para faixas com condições mais vantajosas, ampliando o universo de compradores elegíveis e aumentando a demanda por habitação econômica.
Para a MRV, líder no segmento de habitação econômica no país, o novo desenho do programa reforça uma estratégia já consolidada. A companhia opera com cerca de 40 mil vendas líquidas por ano no Brasil e 250 unidades vendidas por mês somente em Goiás. “Isso tem um impacto social significativo e fortalece o mercado habitacional, ao destravar uma demanda que antes estava reprimida por falta de enquadramento”, afirma Edmil Adib Antonio, diretor de Crédito e Relacionamento Institucional da MRV&CO.
O executivo complementa: “As mudanças têm caráter sistêmico e impactam toda a cadeia do setor imobiliário”. Com a elevação dos tetos, especialmente nas faixas 3 e 4, parte dos imóveis que antes estavam fora dos limites do programa passa a ser enquadrada, além de mais famílias ganharem capacidade real de compra. “Esse novo cenário tende a acelerar a dinâmica de vendas e reforça a previsibilidade do segmento econômico”, diz.
Principais mudanças no programa
As atualizações ampliaram as faixas de renda do MCMV. A faixa 1 passa a contemplar famílias com renda mensal de até R$ 3.200, ante o limite anterior de R$ 2.850. A faixa 2 foi ampliada de R$ 4.700 para R$ 5 mil. A faixa 3 sobe de R$ 8.600 para R$ 9.600 e a faixa 4 passa de R$ 12 mil para R$ 13 mil.
Os tetos de valor dos imóveis também foram elevados. Na faixa 3, o limite passa de R$ 350 mil para R$ 400 mil, enquanto na faixa 4 sobe de R$ 500 mil para R$ 600 mil. As faixas 1 e 2, cujos valores haviam sido atualizados no início do ano, seguem com tetos que variam entre aproximadamente R$ 210 mil e R$ 275 mil, conforme a localidade.
Impacto no portfólio e escala operacional
As mudanças impactam diretamente o estoque elegível da MRV. Com a reclassificação de famílias, há uma migração relevante para as faixas de menor renda, com aumento estimado de cerca de 4,5 mil unidades e R$ 1,4 bilhão em VGV na faixa 1.
A MRV opera atualmente com 270 canteiros de obras em 22 estados, cobrindo 28 núcleos regionais que concentram 53% do mercado de habitação econômica. Aproximadamente 1 em cada 100 brasileiros vive em um imóvel construído pela empresa.
“Em Goiás, temos o compromisso de diminuir o déficit de moradia com qualidade, mostrando que é possível realizar o sonho do primeiro imóvel e entregando empreendimentos de forma antecipada. Para este ano, inclusive, temos como meta lançar 3 mil unidades habitacionais, além do nosso estoque”, ressalta André Ramos, gestor comercial da MRV em Goiás.
O novo cenário deve acelerar vendas, incentivar lançamentos e investimentos em habitação popular, além de ampliar o potencial de absorção do estoque disponível, consolidando o MCMV como principal instrumento de redução do déficit habitacional no Brasil.
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