De forma inédita em todo o País, a primeira cooperativa formada apenas por arquitetas acaba de surgir em Goiânia. A Barunea realizou sua assembleia de constituição, no último sábado (21/03), e tornou-se a primeira cooperativa com essa característica, no ramo trabalho, em Goiás e no Brasil.
A cooperativa tem como princípios fundamentais a união coletiva, o pioneirismo e a criatividade. A primeira reunião oficial do grupo foi realizada em grande estilo, com as 11 cooperadas fundadoras vestidas com roupas marrom e bege, cores da paleta da Barunea.
A arquiteta Júlia de Moraes, presidente da cooperativa, conta que o patamar do cooperativismo como um modelo de negócios inteligente e em forte ascensão no Estado de Goiás foi fator determinante para concretizar o projeto.
“Acreditamos que a colaboração mútua é o que vai nos impulsionar a crescer e a explorar novas frentes. Tudo isso ganha vida em Goiás porque somos goianas de alma, com raízes fincadas no Cerrado e uma atuação estrategicamente centralizada entre Goiás e Brasília”, afirma.
Intercooperação
De acordo com Luís Alberto Pereira, presidente do Sistema OCB/GO, a criação da Barunea é uma iniciativa positiva para o cooperativismo goiano e cria uma oportunidade para outras cooperativas se apoiarem quando precisarem desenvolver projetos de construção, reforma e adaptação de suas unidades.
“É muito importante ter dentro do Sistema OCB/GO um portfólio de cooperativas de prestação de serviços e fornecimento de produtos variados para que possamos praticar cada vez mais o nosso sexto princípio, que é a intercooperação. É uma iniciativa que ajuda a fortalecer o cooperativismo como um todo”, disse.
Trajetória
A cooperativa enfrentou alguns obstáculos em seu processo de criação. Júlia de Moraes conta que a burocracia foi um dos primeiros e principais desafios, mas a questão foi resolvida com a ajuda de mentoria de uma cooperativa de inovação, a Sparkoop.
O segundo grande desafio foi atrair cooperadas, uma vez que a maioria das arquitetas não conhecia o funcionamento desse modelo de negócio. Porém, com trabalho e persistência, as dificuldades iniciais foram superadas.
“Fomos apresentando a força do cooperativismo e do trabalho coletivo, primeiramente. Em seguida, reunimos um time de profissionais com experiências diversas, que compraram a ideia e o propósito da iniciativa”, contou Júlia.
Apesar dos obstáculos, ela considera que o momento é de muitas oportunidades. “O setor de arquitetura tem crescido de forma significativa e Goiás especialmente vive um ponto de virada”, avalia a dirigente. “Nosso Estado está em expansão acelerada, abrindo um leque gigantesco de oportunidades, com destaque para o setor de edifícios corporativos e arquitetura comercial”, destaca.
Diferenciais– A cooperativa Barunea oferecerá diferenciais competitivos em relação ao modelo tradicional de escritórios, que muitas vezes esbarra em limites de equipe e altos custos de expansão. Por contar com diversas profissionais capacitadas, é possível atender demandas diversas.
As cooperadas são capazes de assumir projetos comerciais de grande porte, unindo forças de forma coletiva, afirma a dirigente. “Uma cooperativa de trabalho entrega mais valor ao mercado, além de transformar a realidade interna, garantindo remuneração justa e alinhada à entrega real de cada arquiteta, além da distribuição das sobras”, pontua a presidente.
O mercado profissional da arquitetura no Brasil sofre com altos índices de precarização, pejotização e isolamento profissional. Já o modelo cooperativista, oferece profissionalização estruturada, remuneração justa e segurança. A formação de uma cooperativa permite que as cooperadas acessem clientes de grande porte e licitações privadas.
“Ao invés de competirmos sozinhas em um mercado saturado, unimos nossas forças. No cooperativismo, compartilhamos vivências técnicas, dividimos a carga de gestão administrativa e temos outras profissionais para colaborar em grandes projetos”, explica a dirigente.
Atuação– Inicialmente, a Barunea tem foco em duas frentes estratégicas: mercado corporativo e prestação de serviços para empresas. O objetivo é atender principalmente outras cooperativas, participar de grandes licitações públicas e unir o design comercial com estratégias de marketing para marcas em expansão e franquias.
A união dos portfólios individuais das arquitetas, enfatiza a dirigente, dá o peso institucional e a qualificação exigida para disputar licitações públicas e grandes projetos de igual para igual com as empresas mais conceituadas do mercado.
Fonte: Comunicação do Sistema OCB/GO
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