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Relatório aponta veículos elétricos como estratégicos contra disparada dos combustíveis

Um novo relatório da Agência Internacional de Energia (IEA) classifica os veículos elétricos como ferramenta estratégica para proteger países contra choques no preço do petróleo. O estudo destaca que o transporte rodoviário responde por cerca de 45% da demanda global de petróleo e aponta a aceleração da adoção de veículos elétricos e da infraestrutura de recarga como solução para reduzir essa dependência.

Os veículos elétricos já representam mais de 1 em cada 4 carros vendidos no mundo. No Brasil, porém, diesel e gasolina ainda correspondem a quase 70% da matriz energética dos transportes, o que torna o país vulnerável às oscilações do mercado internacional de combustíveis.

Diante desse cenário, a transição para a eletromobilidade surge como alternativa para diminuir a dependência do petróleo, com reflexos diretos na inflação, no custo do frete e nos preços de produtos em geral. Os carros elétricos também oferecem impacto positivo na perspectiva ambiental por não emitirem gases de efeito estufa, contribuindo para menor custo de vida para a população.

Segundo o Balanço Energético Nacional (BEN) 2025, as vendas de veículos eletrificados leves atingiram 223,9 mil unidades em 2025 no Brasil. O estudo cita a relevância do Programa Mobilidade Verde e Inovação do Brasil, que combina padrões de economia de combustível com incentivos para a produção nacional de veículos eletrificados.

O relatório da IEA reforça que a expansão da infraestrutura de recarga é essencial para consolidar a transição energética no setor de transportes. A medida é vista como estratégia de segurança energética e econômica, especialmente em momentos de volatilidade nos preços internacionais do petróleo.

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