Produtores rurais de Goiás já receberam R$ 4,4 bilhões em recursos do Plano Safra 2025/2026, por meio de 8,1 mil contratos de financiamento assinados até março de 2026. Os dados, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), reforçam o estado como um dos principais destinos do crédito rural no país e destacam o apoio federal à produção agrícola, pecuária e pesqueira na região.
O crédito rural do Plano Safra oferece juros mais baixos e prazos adequados às diferentes cadeias produtivas, com o objetivo de apoiar a produção, garantir segurança financeira aos produtores e fomentar inovações no agronegócio e na agricultura familiar. Os recursos podem ser destinados a custeio, comercialização e investimento, conforme o perfil do beneficiário e a modalidade acessada.
Os números de Goiás refletem a trajetória recente do Plano Safra no estado. Entre 2022 e 2025, o volume de contratos destinados ao agronegócio variou de 33 mil a 48,1 mil por ano, com valores concedidos entre R$ 27,2 bilhões e R$ 38,3 bilhões. No âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), foram registrados entre 15,7 mil e 19,3 mil contratos anuais no mesmo período.
O Plano Safra 2025/2026, lançado pelo Governo Federal com recursos de R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial — aumento de R$ 8 bilhões em relação à safra anterior —, traz medidas para ampliar a segurança e a sustentabilidade no campo. A partir deste ciclo, o crédito rural de custeio agrícola passa a exigir a observância das recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), com o objetivo de evitar a liberação de recursos fora dos períodos indicados ou em áreas com restrições ambientais.
Outras novidades incluem a autorização para financiar rações, suplementos e medicamentos adquiridos até 180 dias antes da formalização do crédito, ampliando a flexibilidade para aquisição de insumos. O custeio também poderá ser destinado à produção de sementes e mudas de essências florestais, nativas ou exóticas, e ao cultivo de plantas para cobertura e proteção do solo no período de entressafra.
Produtores que adotarem práticas sustentáveis terão acesso a condições diferenciadas, como juros reduzidos. O governo prorrogou até 30 de junho de 2026 o desconto de 0,5 ponto percentual na taxa de juros das operações de crédito rural de custeio para produtores enquadrados no Pronamp e para aqueles que investirem em atividades sustentáveis.
O acesso ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) foi ampliado: beneficiários do Pronaf e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) agora podem acessar o fundo mesmo com contratos ativos pelo Plano Safra. O limite de renda para enquadramento no Pronamp também foi elevado, passando de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões anuais.
Medidas de modernização e inovação foram fortalecidas com a unificação dos programas Moderagro e Inovagro, simplificando o acesso ao crédito para investimentos em granjas e sanidade animal. O subprograma RenovAgro Ambiental passa a contemplar ações de prevenção e combate a incêndios, incluindo financiamento para aquisição de caminhões-pipa e mudas de espécies nativas para recomposição de áreas de preservação.
O programa de armazenagem (PCA) também foi ampliado: o limite de capacidade por projeto subiu de 6 mil para 12 mil toneladas, contribuindo para melhorar a infraestrutura de estocagem e escoamento da produção. Além disso, o Plano Safra traz medidas para facilitar a renegociação de dívidas, oferecendo mais flexibilidade aos produtores que enfrentaram dificuldades em safras anteriores.
Com os R$ 4,4 bilhões já liberados em Goiás, o Plano Safra 2025/2026 consolida-se como instrumento central de apoio ao desenvolvimento rural no estado, alinhando fomento à produção, segurança financeira e incentivo a práticas sustentáveis.
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