Campo Grande Empresas (MS) – Hoje, 18 de agosto, a Mercedes-Benz do Brasil anunciou a venda de sua fábrica de automóveis de luxo em Iracemápolis, no interior de São Paulo. A compradora é a chinesa Great Wall Motors.
A notícia do negócio já havia vazado em julho, mas agora vem a confirmação oficial. O terreno de 1,2 milhão de metros quadrados, prédios e os equipamentos fazem parte do negócio. Segunda e empresa, o motivo é “otimizar a sua rede de produção”. Jörg Burzer, do Conselho de Administração da Mercedes-Benz AG, afirma que isso é parte do “realinhamento da capacidade produtiva da nossa rede global de produção”. Nesse realinhamento, carros de luxo feitos no Brasil parecem ter saído dos planos.
A fábrica da Mercedes posta à venda foi anunciada em 2013 e começou as operações em 2016. É capaz de produzir 20 mil veículos por ano. Sofreu com a queda nas vendas, agravada pela pandemia de Covid-19, e a produção foi encerrada no final de 2020.
A empresa afirma que suas concessionárias continuam atendendo. E que as plantas em São Bernardo do Campo, Campinas e Juiz de Fora, que produzem veículos pesados, continuam funcionando. O campo de testes sendo construído em Iracemápolis, em parceria com a Bosch, também não será afetado.
Quem é a Great Wall Motors?
A empresa chinesa surgiu em 1984 em Baoding, província de Hebei, famosa pela Grande Muralha – daí seu nome. Ela é a maior montadora de SUVs e picapes da China e comanda diversas outras marcas, como ORA, Wey e Haval. Ela tentou entrar no Brasil já em 2012, mas o negócio não foi adiante.
Mês passado, a empresa viralizou com a apresentação se seu ORA Punk Cat – basicamente um fusca elétrico. A picape média Série P já foi registrada no Brasil. A meta da Great Wall, agora com a Mercedes confirmando a venda da fábrica, é produzir 100 mil unidades por ano.