Com o aumento de 6,49% do salário-mínimo para R$ 1.621,00 em 2026, o valor da contribuição mensal do Microempreendedor Individual (MEI) também foi atualizado. O novo montante do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI) é definido com base no salário-mínimo vigente e varia conforme o tipo de atividade exercida, como comércio, indústria ou prestação de serviços. A guia deve ser paga até o dia 20 de cada mês, mesmo que o empreendedor não tenha faturamento no período, sob pena de perder benefícios como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte.
De acordo com Renato Costa, educador financeiro do Sicoob, o reajuste não precisa representar um aperto permanente, desde que o microempreendedor organize o orçamento e trate a guia do MEI como parte fixa do custo de manter a empresa ativa. “A contribuição mensal é o que garante proteção previdenciária e regularidade do CNPJ. Em vez de enxergar esse valor apenas como gasto a mais, o ideal é se planejar para incorporá-lo ao fluxo de caixa e, ao mesmo tempo, abrir espaço para reserva de emergência e investimentos”, orienta.
O especialista alerta que o DAS-MEI vence sempre no dia 20, independentemente do volume de vendas. “Por isso é tão importante antecipar esse compromisso no planejamento e não esperar o boleto chegar para lembrar que precisa pagar”, destaca.
Para conciliar o novo valor da contribuição, Renato Costa sugere três passos práticos de educação financeira voltados ao MEI. O primeiro é separar o dinheiro do negócio do dinheiro pessoal. “Ao receber pelos serviços ou vendas, o MEI deve priorizar os custos do negócio, onde entra o DAS, as demais despesas e, continuamente, uma fatia para reserva de emergência e investimentos”, explica. Essa divisão deve ser planejada antes dos recebimentos para que o empreendedor enxergue a realidade do negócio e faça projeções para os próximos ciclos.
O segundo passo é tratar o DAS-MEI como despesa fixa, ao lado de contas como aluguel, energia e internet. “A melhor estratégia é ter sempre um fluxo de caixa bem definido e atualizado diariamente. Isso deve conter todas as previsões de recebimento e pagamentos para os próximos meses, pois assim o empreendedor consegue acompanhar de perto todas as movimentações, antecipar pagamentos e se prevenir de eventuais contratempos”, afirma.
O terceiro passo é construir uma reserva de emergência e investir, mesmo com pouco recurso. Segundo o educador financeiro, mesmo com orçamento limitado, o MEI deve buscar montar uma reserva que cubra por um período os custos fixos do negócio e as despesas essenciais da família, preferencialmente em aplicações de baixo risco e liquidez diária. “Um exemplo que temos no cooperativismo é o Recibo de Depósito Cooperativo (RDC), um investimento seguro, com rentabilidade atrativa e alta liquidez, ideal para quem quer fazer o dinheiro render mais, sem abrir mão de previsibilidade e segurança”, destaca.
Renato Costa alerta ainda que, depois de garantir a reserva, é possível direcionar, com planejamento, valores para investimentos voltados a objetivos de médio e longo prazos, como aposentadoria complementar, compra de equipamentos ou expansão do negócio.
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