Campo Grande Empresas (MS) – Após registrar dois meses de recuperação, o índice que mede a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) campo-grandenses registrou queda em abril, o menor desde janeiro.
Conforme a pesquida da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) o indicador chegou a 86,3 pontos neste mês, ante os 89,9 do mês de março.
De janeiro para março houve uma reação na disposição de compras do consumidor, porém, com o recrudescimento da pandemia [da Covid-19], percebemos que novamente esse movimento arrefeceu”, explica a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio (IPF-MS), Daniela Dias.
Desde maio de 2020 o indicador está na chamada zona negativa, abaixo de 100 pontos, que indica ser mais difícil transformar uma intenção em consumo efetivo.
A última vez que o índice registrou 100 pontos foi há um ano. Em abril de 2020 o ICF chegou a 102,6 e estava na chamada zona positiva.
De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira (22), 10% dos entrevistados disseram estar desempregados e 20,4% se consideram menos seguros que no mesmo período do ano passado.
Para 19,4% houve piora da renda e 37,6% apontam que o acesso ao crédito está mais difícil. A maioria dos entrevistados (53,3%) aponta que está comprando menos que no ano passado.
Já em relação a perspectiva para os próximos meses, 45,1% dos entrevistados planejam consumir menos que no ano passado, enquanto 42,9% esperam gastar o mesmo e 11,5% pretendem gastar mais.
Pior desempenho
No País, o ICF alcançou o patamar de 70,7 pontos em abril, o menor nível desde novembro de 2020, quando atingiu 69,8 pontos.
A CNC destacou que foi o pior mês de abril da série histórica. Em relação ao mesmo período em 2020, houve retração de 26,1%.
Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, essa redução no mês de abril é resultado do agravamento da pandemia no País, com medidas mais restritivas de circulação como fechamento de comércios.
“É um momento de oscilação, de grande incerteza. Isso se reflete no orçamento familiar, já que o agravamento da pandemia, somado à lentidão da vacinação, acaba gerando pessimismo e cautela no consumo. Acreditamos que, com a imunização em massa da população, o crescimento econômico será retomado e a confiança vai reagir”, destacou em nota.