Em maio, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2024 deve totalizar 296,8 milhões de toneladas, 5,9% menor que a obtida em 2023 (315,4 milhões de toneladas), com redução de 18,6 milhões de toneladas. Em relação a abril, houve queda de -0,9%, com declínio de 2,8 milhões de toneladas.
Estimativa de maio para 2024 | 296,8 milhões de toneladas |
Variação maio 2024/abril 2024 | (-0,9%) 2,8 milhões de toneladas |
Variação safra 2024/safra 2023 | (-5,9%) 18,6 milhões de toneladas |
A área a ser colhida é de 78,3 milhões de hectares, aumento de 0,6% frente à área colhida em 2023, crescimento de 454.502 hectares e aumento de 0,6% (445.140 hectares) em relação a abril.
O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos, somados, representam 91,5% da estimativa da produção e respondem por 87,2% da área a ser colhida. Frente a 2023, houve acréscimos de 12,5% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 6,5% na do arroz em casca; de 6,1% na do feijão e de 3,3% na da soja, ocorrendo declínios de 4,7% na área do milho (reduções de 8,6% no milho 1ª safra e de 3,5% no milho 2ª safra); de 11,8% na do trigo e de 3,0% na do sorgo.
Em relação à produção, houve acréscimos de 9,9% para o algodão herbáceo (em caroço); de 2,3% para o arroz; de 7,0% para o feijão; de 0,5% para o sorgo e de 23,8% para o trigo, e decréscimos de 3,5% para a soja e de 12,7% para o milho (reduções de 14,5% no milho de 1ª safra e de 12,2% no milho de 2ª safra).

A estimativa de maio para a soja foi de 146,7 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 114,5 milhões de toneladas (23,7 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 90,8 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz foi estimada em 10,5 milhões de toneladas; a do trigo em 9,6 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 8,5 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 4,3 milhões de toneladas.
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para duas Grandes Regiões: a Sul (5,0%) e a Norte (8,5%). Houve variação anual negativa para as demais: Centro-Oeste (-12,8%), Sudeste (-8,5%) e Nordeste (-2,8%).
Quanto à variação mensal, apresentaram crescimento Nordeste (0,2%), Norte (0,8%) e Sudeste (2,3%), já as demais apresentaram declínio: Sul (-3,0%) e Centro-Oeste (-0,7%). Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 29,2%, seguido pelo Paraná (13,4%), Rio Grande do Sul (12,7%), Goiás (10,6%), Mato Grosso do Sul (7,3%) e Minas Gerais (5,9%), que, somados, representaram 79,1% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (47,3%), Sul (28,2%), Sudeste (9,5%), Nordeste (8,8%) e Norte (6,2%).
Destaques na estimativa de maio de 2024 em relação ao mês anterior
Em relação a abril, houve aumentos nas estimativas da produção do sorgo (7,8% ou 313.792 t), da aveia (4,4% ou 53.394 t), do feijão 3ª safra (3,5% ou 24.662 t), do café arábica (2,4% ou 59.152 t), do algodão herbáceo em caroço (2,0% ou 166.476 t), do tomate (2,0% ou 82.978 t), do café canephora (0,9% ou 10.731 t), do arroz (0,3% ou 27 247 t), bem como declínios nas estimativas de produção do feijão 2ª safra (-8,3% ou -128.643 t), do trigo (-2,5% ou -250.047 t), do feijão 1ª safra (-1,6% ou -16.670 t), do milho 1ª safra (-1,1% ou -271.069 t), do milho 2ª safra (-1,1% ou -1.033.677 t), da cevada (-1,1% ou –5.096 t), e da soja (-1,1% ou –1.589 779 t).
Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 140,4 milhões de toneladas (47,3%); Sul, 83.8 milhões de toneladas (28,2%); Sudeste, 28,1 milhões de toneladas (9,5%); Nordeste, 26,2 milhões de toneladas (8,8%) e Norte, 18,3 milhões de toneladas (6,0%).
As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior ocorreram no Mato Grosso (2.641.521 t), em Minas Gerais (629.997 t), em Rondônia (87.418 t), no Tocantins (63.040 t), no Ceará (28.983 t), no Maranhão (20.969 t), em Pernambuco (15.952 t) e no Acre (735 t). As variações negativas ocorreram no Mato Grosso do Sul (-3.356.708 t), no Rio Grande do Sul (-2.147.187 t), no Paraná (-457.000 t), em Goiás (-309.097 t), no Piauí (-1.570 t), e no Rio de Janeiro (-36 t).
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