Goiás figura como o quarto maior produtor de grãos do Brasil na safra 2026, com participação de 10,6% na produção nacional, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado deve totalizar uma produção de soja de 19,1 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 2,3% em relação ao terceiro prognóstico da safra, mas declínio de 5,8% frente ao volume colhido em 2025. A área plantada com a oleaginosa em Goiás cresceu 0,5%, enquanto o rendimento médio apresentou queda de 6,3%.
No ranking nacional de produção de grãos, Mato Grosso lidera com 30,3% de participação, seguido por Paraná (13,9%), Rio Grande do Sul (11,8%), Goiás (10,6%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,4%). Juntos, esses seis estados respondem por 79,6% de toda a produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas.
A estimativa nacional para a safra de 2026 atingiu 342,7 milhões de toneladas, com previsão de novo recorde histórico para a produção de soja. O volume total é 1,0% inferior ao de 2025 (346,1 milhões de toneladas), representando uma queda de 3,4 milhões de toneladas. Em relação a dezembro de 2025, houve aumento de 2,8 milhões de toneladas (0,8%).
O arroz, o milho e a soja, que são os três principais produtos do grupo, representam 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida. Em comparação com o ano anterior, a soja teve aumento de 3,9% na estimativa da produção, alcançando 172,5 milhões de toneladas e estabelecendo novo recorde na série histórica do IBGE. O feijão também registrou alta, de 0,9%. Por outro lado, apresentaram quedas o algodão herbáceo (-11,0%), o arroz em casca (-7,9%), o milho (-5,6%), o sorgo (-13,9%) e o trigo (-1,0%).
A região Centro-Oeste lidera o volume de produção de grãos no país, com 167,5 milhões de toneladas, o que representa 48,9% do total nacional. Em seguida aparecem as regiões Sul (95,3 milhões de toneladas, 27,8%), Sudeste (30,2 milhões de toneladas, 8,8%), Nordeste (28,2 milhões de toneladas, 8,2%) e Norte (21,5 milhões de toneladas, 6,3%). Na variação anual, a produção cresceu no Sul (10,4%) e no Nordeste (1,8%), mas recuou no Centro-Oeste (-6,2%), Sudeste (-2,9%) e Norte (-3,7%).
O gerente do LSPA, Carlos Barradas, destacou o desempenho da soja para o recorde nacional. “A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2026 está aproximando-se do recorde da safra de 2025, estando turbinada pela produção da soja, que é recorde da série histórica do IBGE. Até o momento, as condições climáticas estão beneficiando as lavouras da primeira safra”, afirmou.
Entre os principais estados produtores de soja, o Mato Grosso lidera com estimativa de 48,5 milhões de toneladas, crescimento de 3,8% em relação ao terceiro prognóstico, mas declínio de 3,3% frente a 2025. O Paraná deve colher 22,2 milhões de toneladas, o segundo maior volume do país, com altas de 0,3% ante o prognóstico anterior e de 3,9% na comparação anual. O Rio Grande do Sul estima produção de 21,2 milhões de toneladas, crescimento expressivo de 55,4% em relação a 2025, recuperando-se das perdas causadas pela estiagem no ciclo anterior. Mato Grosso do Sul aguarda produção de 15 milhões de toneladas, aumento de 14% frente ao ano passado.
Sobre o LSPA
Implantado em novembro de 1972, o LSPA fornece estimativas mensais sobre quantidade produzida, área plantada, área colhida e rendimento médio dos produtos agrícolas mais importantes. O levantamento permite acompanhamento de cada cultura investigada, desde a intenção de plantio até o final da colheita e, ainda, o prognóstico da próxima safra, com base em levantamentos específicos em outubro, novembro e dezembro. Acesse os dados no Sidra. A próxima divulgação do LSPA, referente a fevereiro de 2026, será em 13 de março.
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