Mesmo com o plantio mais tardio da história, Goiás mantém ótimo potencial produtivo na safra de soja 2025/26. A expedição técnica do Rally da Safra chega ao estado neste domingo, 8 de fevereiro, para avaliar as lavouras, partindo da região Sudoeste. A estimativa pré-Rally para a produtividade goiana é de 66 sacas por hectare, duas sacas abaixo da safra anterior.
A equipe de técnicos percorrerá as regiões de Mineiros, Jataí e Rio Verde até 12 de fevereiro. Retornará após o Carnaval, no dia 20, para avaliar as lavouras em outras áreas, incluindo Montes Claros de Goiás, Paraúna, Caldas Novas, Campo Alegre de Goiás e Cristalina, encerrando as atividades no estado no dia 25.
De acordo com André Debastiani, coordenador geral do Rally da Safra, o plantio em Goiás foi historicamente tardio devido à irregularidade das chuvas, que só se normalizaram entre o final de outubro e meados de novembro. Apesar do atraso, as áreas se recuperaram, gerando boa expectativa de produtividade.
O trabalho de campo da expedição inclui medições de população de plantas, peso de grãos, avaliações fitossanitárias e análises dos impactos do clima e dos investimentos dos produtores. “Esse trabalho, aliado à análise integrada de dados, permite ir muito além de um retrato pontual”, explica Debastiani, destacando que a presença contínua no campo garante informações mais tempestivas e detalhadas do que os dados oficiais isolados.
Em nível nacional, a estimativa pré-Rally da Agroconsult projeta uma produção histórica de soja de 182,2 milhões de toneladas, um crescimento de 5,9% em relação à safra 2024/25. A produtividade média nacional está estimada em 62,3 sacas por hectare. A área plantada deve crescer 1 milhão de hectares, alcançando 48,8 milhões de hectares.
Esse crescimento da área, embora menor que a média histórica, segue impulsionado por investimentos de longo prazo, valorização de terras e pela atuação de produtores com maior solidez financeira. “Apesar das expectativas iniciais de maior pressão econômica, o que se observa é a manutenção de bons níveis de adubação e a continuidade dos aportes em tecnologia”, destaca Debastiani. A preservação do pacote tecnológico, com exceção do Rio Grande do Sul, é apontada como essencial para sustentar o alto potencial produtivo.
A 23ª edição do Rally da Safra percorrerá mais de 100 mil km em 14 estados, cobrindo 97% da área produtora de soja e 72% da de milho do país. A expedição tem o patrocínio de empresas como BASF (e suas marcas Credenz® e SoyTech®), xarvio® (plataforma digital oficial), OCP Brasil, Banco Santander, Agrivalle, John Deere, Mitsubishi e JDT Seguros.
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