Por Karine Rodrigues
Os artesanatos criados pelas mãos de Fabiana do Carmo transformaram a sua realidade financeira e têm impactado as vidas de outras mulheres, em Santa Helena de Goiás, cidade situada a cerca de 200 quilômetros de Goiânia. Seu talento criativo tornou-se negócio. Há 12 anos, surgia o Cantinho do Artesanato. De um pequeno espaço numa sala emprestada, a marca expandiu e, atualmente, a empreendedora forma novos artesãos, promove uma feira de artesanatos e apoia pacientes oncológicos.
Em seus caminhos, alguns apoios foram fundamentais para que seus projetos saíssem do papel e se consolidassem. Com alegria, ela recorda que as estratégias orientadas por agentes de desenvolvimento, da Sala do Empreendedor do Sebrae Goiás, em sua cidade, trouxeram avanços significativos para seu pequeno empreendimento.
A trajetória de Fabiana do Carmo não é um caso isolado do interior de Goiás. Um dos maiores sonhos do brasileiro é ter o próprio negócio. Segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) de 2023, apoiada pelo Sebrae, dentre os 15 maiores desejos do brasileiro, ter a própria empresa ficou em terceiro lugar com 48,2%, atrás apenas de ter a casa própria com 50% e de viajar pelo Brasil 53%.
A novidade é que pelo terceiro ano consecutivo diminuiu o índice de empreendedorismo por necessidade. Segundo a pesquisa, o indicador caiu de 50,4% em 2020 para 38,6% em 2023. Com o objetivo de incentivar as competências empresariais, 108 Salas do Empreendedor estão espalhadas pelos 246 municípios do Estado de Goiás. Esses espaços são meios de abrir portas para quem quer começar um negócio ou se adaptar até chegar ao empreendedorismo sustentável. Segundo a coordenadora da Rede Estendida do Sebrae Goiás, Adriana Vetorazzo, as salas têm como maior parte dos atendimentos, os Microempreendedores Individuais (MEI), porém, a quantidade de empreendedores que começam MEI e se tornam médios e grandes empresários é alta.
Antes de conhecer a Sala do Empreendedor, em Santa Helena de Goiás, Fabiana do Carmo, que começou a empreender em um canto da loja do seu cunhado, estava com uma loja própria no centro da cidade. Ela começou a ministrar cursos de artesanato e ficou com sua loja por sete anos. Até que, com o apoio de um agente de desenvolvimento (AD) da Sala do Empreendedor do Sebrae Goiás, ela deixou de pagar aluguel e abriu a loja de produtos para artesanato e peças prontas na própria casa. Este salto ocorreu durante a pandemia. Mas para ela o essencial disso tudo é poder ajudar inúmeras mulheres com a feirinha que realiza no espaço da loja e com as vendas de uma mesa específica, contribui com o tratamento de pacientes oncológicos, está na quarta pessoa em que ajuda, desta vez um rapaz.

Parece pouco, mas a pequena empresária tem uma funcionária, ajuda no sustento da sua casa e realiza o sonho de ter o próprio negócio. Sem contar que a abertura da sua loja em casa, veio da sugestão do AD da Sala do Empreendedor de Santa Helena, de fazer uma pesquisa para saber se haveria mercado consumidor no bairro em que ela mora.
Fabiana confirmou o que já esperava e decidiu se mudar. “Vi que estava difícil manter a loja aberta depois de ficar um tempo fechada por conta da pandemia e em minha casa eu não teria essa despesa. Tudo deu tão certo, que abri a loja e ainda tive a ideia, junto com minha irmã que também é empreendedora de fazer a feirinha em datas comerciais. Além de me trazer um retorno de 40% a mais de clientes, ajudo outras artesãs, ex-alunas e clientes que a acompanham há no mínimo seis meses, a comercializarem seus produtos. Por fazerem parte e contribuírem com meu negócio, eu não cobro para que exponham no espaço da loja”, recorda.
Sem falar na ajuda que promove com a mesa rosa. Todos os produtos colocados à venda nesta mesa, cuja cor foi escolhida em homenagem ao Outubro Rosa, são destinados a um amigo ou amiga que está passando precisando de ajuda no tratamento oncológico. “Estamos ajudando o Otávio Neto e já ajudamos outras três amigas que já concluíram o tratamento. É uma alegria sem tamanho”, afirma.
Foi junto com a equipe da Sala do Empreendedor, que Fabiana abriu seu whatsappweb e vende seus produtos por este canal, colocou sua loja no google maps, aprendeu sobre gerenciamento do negócio, como inovar e a planejar seus novos projetos. “Desde que decidi arriscar a sair do aluguel e ter minha loja em casa, acompanho a programação do Sebrae com frequência. Faço os cursos, participo das palestras e principalmente escuto os que eles têm para me ensinar. Eles estão sempre junto com a gente e me auxiliam desde que abri meu CNPJ”, explica ela.

Santa Helena, Carla Campos e Maykon Richard (Crédito: Divulgação)
Este foi apenas um exemplo, dentre as centenas que a Agente de Desenvolvimento e Atendimento (AD) da Sala do Empreendedor de Santa Helena de Goiás, Lia Lemos Inácio Soares e seus colegas de trabalho, Carla Campos e o Analista do Sebrae na região, Maykon atendem diariamente. De acordo com o levantamento feito por Lia Soares, de janeiro de 2021 até maio deste ano foram realizados mais de 7,3 mil atendimentos. A sala de Santa Helena de Goiás e a da Ipameri são as duas únicas, que possuem o Selo Sebrae de Referência em Atendimento na categoria diamante.
A sala aberta em 2014 está situada ao lado da Secretaria de Desenvolvimento Municipal de Santa Helena de Goiás e conta com o apoio do prefeito João Alberto Vieira Rodrigues e do secretário de Desenvolvimento, Carlos Ferreira Barros. Questionada sobre o que os levou a ganhar o selo diamante, Lia respondeu que, “não há nada de sobrenatural, nós fazemos um trabalho de formiguinha sabe e nenhuma pessoa que chega aqui ela sai sem ter a solução ou pelo menos um direcionamento. Eu sempre falo que lá a gente recebe as pessoas com sonhos e às vezes com dores, mas conseguimos achar uma solução. Ajuda muito também o fato de o Sebrae ser muito bem visto no município e ser referência”, completa. Além disso, a sala já ganhou o selo prata e o selo ouro, então o diamante foi uma conquista feita por etapas. Agora a equipe trabalha para manter o selo diamante e se destacar cada vez mais em qualidade de atendimento. Porém, a AD Lia Soares ressalta que, a principal conquista dela e de sua equipe são as empresas abertas e prosperando.

Do município de Maurilândia (GO), a comerciante Patrícia Santos também é atendida pela equipe da sala do empreendedor de Santa Helena de Goiás e só tem elogios. Há 16 anos ela é dona da loja “Presentes, Chocolates e Cia” e destaca como o apoio da Lia Lemos e equipe são fundamentais para as vendas extrapolarem os limites de Maurilândia e se estenderem a vários lugares. Segundo, Patrícia foi com a ajuda dos AD da sala de Santa Helena que ela conseguiu vender pela internet, não se abater de forma significativa na época da pandemia.
Patrícia é bióloga e pedagoga de formação, diz que não aprendeu sobre administração de empresa na faculdade, mas com o Sebrae teve a oportunidade de fazer cursos sobre marketing digital, formação de preços e a gerenciar seu negócio de modo a tomar as melhores decisões. “Gosto da atenção e da presteza da Lia e sua equipe. Sempre me convidam para participar dos cursos, palestras, excursões e caravanas. Já estive na Amarê Fashion em Goiânia, na Sudoexpo em Rio Verde, em eventos de networking, sem falar no apoio para aquisição de crédito e financiamentos”, fala com animação.
Correlata

Por dentro da sala do empreendedor
As salas do empreendedor do Sebrae foram concebidas a partir da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar nº 123/2006), que prevê um tratamento especial para esta categoria empresarial. Em Goiás, o Sebrae iniciou o projeto com a abertura de 30 salas e hoje são quase 110. São espaços dedicados aos empreendedores, onde recebem apoio, informação, orientação e todo tipo de suporte para abertura, gestão, manutenção e ampliação de seus negócios. As salas são criadas a partir de convênios com as prefeituras municipais que entram com o espaço físico e funcionários, que são os agentes de desenvolvimento (AD) e a equipe.
De acordo com a coordenadora da Rede Estendida do Sebrae Goiás, Adriana Vetorazzo, o Sebrae adentra a estrutura da sala com capacitações, sistemas, treinamentos, com conhecimento e proporciona um atendimento para o MEI, haja vista que este empreendedor possui uma legislação peculiar. “É um sistema vencedor, pois até abril de 2024 já calculamos mais de 100 mil atendimentos. Nosso principal objetivo é ser uma presença onde não há uma agência do Sebrae e ainda assim contribuir e auxiliar os empreendedores locais”, diz. A meta para os próximos anos é aumentar o número de sala em todo o Estado e criar salas aqui em Goiânia, nas regiões mais afastadas da sede do Sebrae Goiás, que fica no Setor Bueno. Atualmente, das 19 regionais goianas do Sebrae, a que tem mais salas do empreendedor é a Região Norte.
Adriana explica que apesar da presença digital do Sebrae, os atendimentos presenciais ainda são maioria e a busca pelas salas do empreendedor tem aumentado cerca de 40% ao ano de 2020 para cá. Número que reforça a necessidade de atendimento presencial e de equipes bem preparadas, justamente no interior, onde a população é mais carente de informações e o nível de escolaridade é mais baixo. “O público das salas é muito presencial e por serem pessoas mais simples, principalmente os MEI não têm o hábito de ir pro digital. Então, ele vai, bate um papo, conversa e tenta ajustar o seu negócio”, comenta ela.

O Diretor Técnico do Sebrae Goiás, Marcelo Lessa, ressalta que o principal objetivo das salas é chegar aos empreendedores que muitas vezes precisam do suporte profissional para que o negócio dele continue vivo. “Na maioria das vezes, o micro e pequeno empreendedor não tem a facilidade ou a oportunidade de se deslocar e ir para uma das agências do Sebrae. Então a sala do empreendedor facilita o acesso aos serviços do Sebrae no seu município”, garante.
Hoje existem aproximadamente 3,2 mil salas em todo o País e em todos os Estados, que realizam cerca de 34% dos atendimentos presenciais do Sebrae, enumera a Gestora Nacional da Rede Parceira, Ellys Cristiane Felipe Alves. Ela explica que as salas se estruturam de uma forma muito conjuntiva entre prefeituras e Sebrae, com a finalidade de promover o desenvolvimento da economia local, a inclusão produtiva e a educação empreendedora. “Fazendo uma analogia, hoje a sala de empreendedor funciona no município como se fosse um hub para fomentar o empreendedorismo, a desburocratização e o crescimento dos negócios”, enfatiza.
Selos de destaque no atendimento
Para reconhecer o trabalho dos agentes de desenvolvimento que estão lá na ponta e são o contato direto dos clientes com o Sebrae foi criado em 2022 o “Selo Sebrae de Referência em Atendimento”. De acordo com Ellys Alves, essa metodologia foi “importada” do Sebrae Paraná e replicada em todo o País.
Hoje, em Goiás, das 108 salas, 31 são seladas e destas, duas são diamantes, a de Santa Helena de Goiás e a de Ipameri. Duas cidades pequenas, sem nenhuma atividade econômica de grande destaque, mas referência em qualidade de atendimento aos empreendedores, seja qual for o porte. E a sala de Rio Verde já conquistou o selo ouro por dois anos seguidos.
Adriana Vetorazzo explica que o regulamento dos selos é orgânico e que a cada ano novas metas e critérios devem ser alcançados para atingir a pontuação máxima. A premiação de 2024 é referente ao trabalho realizado em 2023, sendo assim houve 14 salas goianas que atingiram o nível ouro e duas diamantes. Até o ano passado para conseguir o selo diamante era preciso atingir 99 pontos no ciclo anual, para 2024 cuja premiação será em 2025, a sala terá que alcançar 100 pontos e não pense que quem tem o selo diamante terá mais facilidade em 2025. De acordo com Vetorazzo, a cada ciclo a pontuação é zerada e novas metas são propostas. “Ao final de cada ciclo fazemos a devolutiva e assim as equipes verificam o que pode ser ajustado para melhorar seu desempenho. A gente entrega tudo pronto. Então é uma consultoria para a consultoria”, conta.
Marcelo Lessa ressalta que o Sebrae tem trabalhado fortemente na melhoria dos atendimentos e acompanhado o movimento nacional de selos nessas salas. “Para nós é um privilégio termos duas salas com o selo diamante, isso significa que elas têm uma qualidade excepcional. Ao mesmo tempo, a gente tem que buscar ao máximo essa melhoria de modo que a gente consiga ainda mais diamantes daqui para frente”, afirma.

Conseguir o selo diamante é a meta da AD e coordenadora de empreendedorismo, Sejane Ferreira França Dantas da sala do empreendedor de Rio Verde. Selo ouro por duas vezes consecutivas, ela trabalha na sala desde 2012 e diz que chegar ao nível ouro não foi difícil, considerando que muitas das ações já eram desenvolvidas conforme os parâmetros do Sebrae. “Tivemos apenas que reordenar o nosso planejamento de atividades para o ano de forma que as ações desenvolvidas tivessem relação direta com os pilares de avaliação do Sebrae para a concessão do Selo. Como o planejamento é apresentado à equipe de analistas do Sebrae que acompanha os serviços disponibilizados pela Sala do Empreendedor, não foi uma tarefa difícil. Porém, vamos atrás da excelência para alcançar o selo diamante”, recorda.
A sala de Rio Verde tem uma das maiores equipes do Estado, composta pela coordenadora Sejane e mais seis colaboradores. O volume de trabalho justifica o tamanho da equipe, pois dos mais de 26,5 mil empreendedores de pequeno porte ao MEI, ao menos 60% já passaram alguma vez pelo atendimento na sala do empreendedor da cidade. “Isso é resultado do reconhecimento e da força do Sebrae nacionalmente, e em Rio Verde não é diferente. Os empreendedores locais veem o Sebrae como um propulsor essencial para o desenvolvimento das micro e pequenas empresas,” afirma ela.

De Ipameri para o mundo
O casal Valdirene de Oliveira e Agnaldo João Elias, proprietários da empresa Barbantes Ene, falam emocionados do AD de Ipameri, Carlos Alberto Pereira Rodrigues. E não é em vão que a sala do pequeno município de menos de 30 mil habitantes e distante 198 quilômetros de Goiânia, já conquistou os selos ouro e diamante. O relacionamento entre Carlos, sua equipe e os clientes da sala é mais que de um consultor, é uma parceria inquebrável.
Tudo começou em 2017, quando o casal Valdirene e Agnaldo decidiram produzir em Ipameri, um barbante especial de poliéster usado nas tubulações da construção civil. “Estávamos assistindo o programa Pequenas empresas, grandes negócios e veio um estalo divino, porque não produzir aqui este barbante, uma vez que as empresas goianas compram de São Paulo. Minha esposa trabalhava em uma farmácia e eu como metalúrgico. Dias depois, conversei com meu patrão e perguntei se ele compraria o produto caso eu produzisse, a resposta foi positiva”, conta. Foi aí que ele e a esposa pegaram dinheiro emprestado com a família, compraram seis máquinas e começaram a produzir o barbante. O ex-chefe comprou toda produção e disse que compraria mais se produzissem e foi, a partir daí, que Agnaldo andando pela cidade parou na porta da sala do empreendedor e conversou com AD Carlos.
“Foi aí que começou a nossa parceria de sucesso. Carlos nos guiou pela mão, conseguimos crédito na Goiás Fomento, aos poucos expandimos nossa indústria, compramos mais máquinas, matéria-prima e aumentamos o volume produzido. Não tínhamos nada e o “Carlão” confiou na gente, nos apoiou e nos ajudou no que a gente precisava. Mas não foi só dinheiro, fizemos os cursos do Sebrae, aprendemos a investir, a gastar, a gerenciar nosso negócio e conseguimos expandir nossa empresa. Foi um financiamento atrás do outro, conseguimos quitar todos e a gente hoje tem 96 máquinas”, diz Agnaldo que não é mais micro empresário.
Mais tímida, Valdirene diz que o Carlão foi e é essencial para que o negócio deles chegasse ao patamar que está. Hoje eles têm três colaboradores, além dos dois que pegam no batente diariamente, tem compradores dentro e fora de Goiás, e já receberam visita de chineses interessados no barbante que eles produzem. Além disso, a empresa é a única em Goiás a produzir este tipo de barbante. Mas quem pensa que é apenas um cordão, trata-se de um produto altamente tecnológico, que precisa ser resistente a altas temperaturas, ao frio e ao rompimento.
Agnaldo é todo emoção ao falar do Carlão, diz que o AD acreditou nele quando ninguém dava um centavo. “Ele tem boa vontade e acredita nas pessoas. Todo mundo tem seus problemas, suas dificuldades, mas ele consegue agilizar a situação de uma forma prática. A gente sempre conversa e se emociona junto. Não é que as pessoas são insubstituíveis. Todo mundo no seu lugar, mas ele faz as coisas com amor”, justifica o empresário.
A empresária do ramo da beleza, Lara Camargo de Ipameri também vai expandir o negócio para o Mato Grosso. Proprietária do salão de beleza Lara Camargo Beleza e Cia, ela começou a trabalhar no ramo ainda adolescente seguindo os passos da avó. Mas aos 21 anos conseguiu abrir o próprio salão e hoje tem um dos maiores empreendimentos da cidade, com cinco colaboradoras.
Lara diz que Carlos Alberto é o apoio que ela tem desde que abriu seu salão. “O tempo todo, dando toda assistência, tirando dúvida, em tudo ele se prontifica. Até na forma de me empoderar aqui na cidade, me passar credibilidade, me dar toda a instrução sobre empreendedorismo, todas as consultorias foram fundamentais e ele sempre me ajudou muito”, diz ela. A empresária comemora o sucesso de seu salão de beleza e reconhece que o apoio do Sebrae foi fundamental para a expansão do negócio. “Além de toda qualidade do atendimento, os cursos são gratuitos, acessíveis, basta querer aprender, ter força de vontade e trabalhar duro que o sucesso vem”, destaca.

O AD querido por todos
Há 18 anos, o AD Carlos Alberto Pereira Rodrigues, o Carlão, é o grande apoiador do micro e pequeno empreendedor em Ipameri. A cidade que tem por volta de 2,4 mil MEI registrados, cerca de mil, passaram pelas mãos do Carlão. Atento, disposto e muito empático o AD de Ipameri é quase uma unanimidade. Ele conta que em quase duas décadas de trabalho muita coisa melhorou, mas o receio de abrir o primeiro negócio ainda continua. ”Hoje eles estão mais bem preparados, eles chegam receosos porque o micro e o pequeno empreendedor são pessoas mais simples, com menos conhecimento, mas muitas vezes é o primeiro negócio, e eles não sabem por onde começar”, esclarece. E não foi difícil conquistar o selo diamante. Logo na primeira aplicação da metodologia dos selos, a sala do empreendedor de Ipameri, conquistou o selo ouro. Lá trabalham Carlos e mais três funcionários
Carlos diz que após receber o selo ouro logo já pensou no que seria necessário para alcançar o diamante. “A responsabilidade é a mesma, meu compromisso em trabalhar pelo empreendedor de Ipameri e região se manteve o mesmo. Conto com o apoio irrestrito do prefeito Jânio Pacheco e durante essa jornada fiz muitos amigos. A meta agora é manter o selo diamante e contribuir cada vez mais para melhorar o ambiente para o empreendedor de Ipameri e região”, afirma.

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